quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

o que irrita: na rua

Há coisas mesmo parvas que me afectam, ou mesmo que me perturbam.
Uma delas é a forma como as pessoas atravessam a rua.


Só um apontamento: quem se lembra dos marretas? As piadas sobre as galinhas? Porque as galinhas atravessam a estrada? Para chegarem ao outro lado!


Sobre os humanos posso afirmar que atravessam a estrada para serem atropelados, para causarem acidentes, para perturbarem o transito.


Quantas vezes observaram a forma como se atravessa a rua? Atravessam na transversal, cortam rotundas, atravessam em curvas, fora das passadeiras, com o sinal vermelho, com o metro a passar, a correr, ao telemóvel, com as crianças e sacos das compras a caírem, sem olharem para os dois lados, vão lentamente, como se tratasse de um passeio, distraídos, com fones, entre outras.


Eu aprendi a atravessar a rua desta forma e ainda hoje tento fazê-lo, às vezes a testar a paciência de quem me acompanha: espero o sinal verde, mesmo que não venham carros, atravesso na passadeira, sempre que ela exista, coloco o telemóvel de lado, olho para os dois lados, antes e durante a travessia, não corro nem vou a passo de caracol.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

falta de orientação

Bem, durante anos fui alvo de falta de orientação, até que me rendi aos benefícios do GPS. Acreditem que foi uma das melhores coisas que me podiam oferecer no meu último aniversário.
No outro dia emprestei-o ao meu namorado para que fosse a Lisboa e ele ficou encantado com o aparelho. Colocou o nome da rua e número que necessitava de visitar e voilá...em pouco tempo estava em frente da porta desejada.
Mas, ontem, que eu precisava de fazer uma pequena viagem de 5 km, até ao centro de Gaia, para mais uma consulta, dei conta da falta da minha caixa mágica e tive de recorrer ao tradicional mapa - sim, tenho um mapa da cidade do Porto e Gaia, para evitar perder horas da minha vida em ruas enganadas.
Claro que me enganei, mas não me perdi :)
E quando estava a dar mais uma volta para chegar à rua pretendida, porque era de sentido único e me enganei no número da porta, o meu queridíssimo namorado liga-me, adivinhando que eu já estaria perdida, e diz-me com o seu ar mais sério (ao telefone parecia mesmo sério):
- "E estou muito zangado contigo. Muito mesmo. A sério, que estou. Tu és a culpada. Agora descobri de quem é a culpa de estar tantos anos distante de ti! Tu andas sempre perdida e nunca te encontraste comigo porque estavas sempre na rua errada."

Foi a declaração mais bonita que alguma vez recebi.
Linda e sincera.
Fiquei mesmo com as lágrimas nos olhos.
Como é grande o amor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Deus Explicado numa viagem de taxi


Este livro, de Paul Arden, é um encanto principalmente para pessoas, que como eu, estou a redescobrir ou a descobrir mesmo.Sempre fui céptica em relação à existência de Deus, mas de facto, à medida que a minha idade avança, a minha experiência de vida aumenta, começo a querer acreditar em algo mais para além do terreno. Tenho essa necessidade.

E livros como este são tão simples e tão fáceis de ler, que se de facto quiser acreditar em Deus, aqui está, de uma forma acessível, a razão para acreditar:

"assim Deus me ajude
Quando as coisas correm mal, conseguimos ultrapassá-las com alguma ajuda dos amigos.
Quando precisamos de uma ajuda que os amigos não nos podem dar, procuramos consolo numa ideia e o nome que damos a essa ideia é Deus"

"As pessoas têm medo do escuro porque não sabem o que está à sua volta.
Mas acendem a luz, conseguem ver e sentem-se seguras.
Todos temos medo de morrer porque temos medo do desconhecido.
Para atenuar o nosso medo do escuro, inventámos explicações para depois da vida, tal como céu e inferno e reencarnação.
Como a luz que ligamos para nos sentirmos seguros"

um poema para nós

Sempre que fico triste tu alegras-me
Sempre que fico alegre tu ficas mais alegre
Quando te vejo em baixo quero fazer-te o homem mais alto
Vejo-te bonito todos os dias

Sinto que me olhas como da primeira vez
Tento decorar todos os traços do teu rosto
Fixo os teus olhos até os meus fecharem
Olhas-me nos olhos até eu estremecer

Dizes-me que estou bonita mesmo nos dias que sei que não estou
Eu acho-te simplesmente o homem mais charmoso, e cada vez mais

Os nossos corpos conhecem-se melhor que ninguém
As nossas almas já se tocaram
Nunca ninguém me fez sentir a mulher que sou
Nunca ninguém te fez sentir o homem que és

Somos dois num só
Para sempre

à minha filha

Agora que sei o que sei que se passa com o meu corpo, e comigo, é mais fácil gerir a situação e olhar para a frente.
Confesso que andei uns dias bastante angustiada, sem saber o que tenho, depois saber o que tenho e perceber o porque e agora tenho de aceitar e viver com isso.
Ter a minha idade e estar a passar por um processo como este não é fácil. Sinto-me mais velha do que o meu corpo de facto é, e o meu corpo está a comportar-se como se eu fosse de facto mais velha. Não percebo. Não há razão. Não consigo entender o porquê.
O que mais me entristesse é o não poder ter filhos. Já tenho uma filha linda, mas sempre quis ter mais. Sempre esperei pela altura certa. Esperei de mais, ou não estava no meu destino ter mais filhos, e eu estive estes anos todos a contrariar o meu destino.
Lembro-me de, quando engravidei, porque era bastante nova, ainda estava a estudar, e economicamente, dependia da minha mãe.
Decido ter a minha filha, porque tive todas as condições para a ter, mas passou-me pela cabeça que se não a tivesse algo podia correr mal no futuro e nunca mais a poder ter. A minha filha é a pessoa mais importante para mim. Sem ela a minha vida teria sido diferente, e eu gosto da minha vida.
Obrigada, filha, por existires.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A uma pessoa especial


Desde sempre que sonhei ter alguém especial ao meu lado.

Procurei desde sempre e sempre em vão.

No dia em que desisti de procurar foi ele que me encontrou

Eu precisava disto. Eu preciso disto. Eu vou precisar sempre.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ausente / out of


por razões de força maior a minha imaginação literária está out.

estou doente e sem vontade de partilhar nada

espero que passe depressa

aos meus 2 leitores assiduos, prometo que vou dedicar um texto a cada quando estiver 'in'!