Sou fã há muitos anos de ‘realities shows’ mas nunca ponderei sequer participar num. Os contras são superiores aos pros e não ia acrescentar nada de bom à minha vida. Mas sempre gostei de os ver. Fiquei desconsolada por terem cancelado o BB2020 porque estava com muita expectativa mas os motivos são suficientemente fortes.
Mas hoje todos estamos a viver um BB2020 inédito e sem repetições. Estamos todos fechados em casa ou com a família do costume, mas aí menos mal que já estão habituados, ou de repente a tua casa transforma-se na pensão estrelinha dos familiares que estão habitualmente sozinhos.
Após fazer, cada um de nós, período de quarentena, reunimos as mães cá em casa.
Se estivéssemos num BB o primeiro episódio seria num domingo e as nomeações terça e a 1.ª saída também num domingo. Ora bem, começamos numa quarta, pelo que as nomeações serão sexta-feira. A primeira expulsão será na próxima quarta-feira.
Amanhã dou os resultados das primeiras nomeações, mas tenho um palpite para uma expulsão por violência doméstica antes de quarta-feira.
quinta-feira, 19 de março de 2020
quarta-feira, 18 de março de 2020
QUANDO TUDO MUDA
Tudo muda em escassos segundo e por vezes não tem retorno.
De momento o mundo está suspenso por causa do Covid19. De repente as pessoas tem de aprender a trabalhar sem sair de casa, os miúdos estão sem ir à escola, os seniores não podem ir as academias, ao shoping, ao parque. De repente olhamos para a mercearia e pensamos no que é mais importante. Sair de casa, agora, só em extrema necessidade.
Há anos que tenho sonhos, pesadelos, pensamentos em que iria viver uma guerra. Já tive momentos de pânico, já tive reservas de alimentos e outros bens de primeira necessidade que ia vendo os prazos, depois desisti. Já tive ataques de ansiedade porque era dependente de medicamentos; se algo acontece-se o que iria fazer? Tinha reserva de medicamentos para três meses.
E de repente estourou. E eu não tenho reservas de nada, nem de alimentos, nem de medicamentos. E pela primeira vez não entrei em pânico. Pela primeira vez não fiquei ansiosa. Pela primeira vez vejo-me a tentar acalmar os outros.
A vantagem de ser ansiosa é que quando acontece já pensamos nos piores cenários.
Agora é cumprir as ordens e esperar que passe. Mas a vida não vai voltar a ser a mesma.
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Mudar a vida
Muitos anos sem escrever, mas nunca perdi a vontade apenas deixei de ter disponibilidade.
Agora que decidi mudar de vida, ganhei qualidade de vida e a disponibilidade que me faltava.
Após a descoberta de uma doença crónica, após várias depressões e esgotamentos tinha de ser.
Vamos a uns números:
- 45 anos de idade
- 24 anos de maternidade
- 18 anos no primeiro emprego
- 10 anos de doença
- 4 anos de uma luta desigual,
Cansei!
Não é nada fácil deixar tudo para trás, mas se não era agora era nunca mais.
Passei a viver no oposto do que vivi.
Estou feliz, muito.
Agora que decidi mudar de vida, ganhei qualidade de vida e a disponibilidade que me faltava.
Após a descoberta de uma doença crónica, após várias depressões e esgotamentos tinha de ser.
Vamos a uns números:
- 45 anos de idade
- 24 anos de maternidade
- 18 anos no primeiro emprego
- 10 anos de doença
- 4 anos de uma luta desigual,
Cansei!
Não é nada fácil deixar tudo para trás, mas se não era agora era nunca mais.
Passei a viver no oposto do que vivi.
Estou feliz, muito.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Merry Christmas
Not always what we want is realized
But the importantthing is to not stop believe
If you bealieve, someting magical happens
I believe in happiness
My wish is a Merry Christmas to everyone and I believe in a great New Year
But the importantthing is to not stop believe
If you bealieve, someting magical happens
I believe in happiness
My wish is a Merry Christmas to everyone and I believe in a great New Year
Feliz Natal
Nem sempre aquilo que desejamos se concretiza;
Mas o importante é não deixar de acreditar
Pois se acreditar, algo de mágico acontece.
Eu acredito na felicidade.
O meu desejo é um Bom Natal a todos e acredito num óptimo Ano Novo
Mas o importante é não deixar de acreditar
Pois se acreditar, algo de mágico acontece.
Eu acredito na felicidade.
O meu desejo é um Bom Natal a todos e acredito num óptimo Ano Novo
terça-feira, 11 de outubro de 2011
CRISE Vs MODA
Quando nasci o país estava em crise, politica essencialmente. Tinha-se dado a Revolução dos Cravos e os ânimos andavam exaltados. Nasciam partidos politicos como cogumelos, Nasciam ideologias todos os dias. Acredito que quem vivenciou esses momentos deve ter uma riqueza incalculavel de saber e de cultura.
Depois começou a surgir a crise social e a moral. Cada vez mais se olha para o seu umbigo. Cada vez mais se quer a independencia, os filhos dos pais, as mulheres dos maridos. Os filhos vão cada vez mais cedo para as escolas, abrem-se infantários, creches. As mulheres querem trabalhar. Os homens querem estar mais por casa. Trocam-se os papeis, as funções dentro das familias. Já não se tolera, já não se aceita. Depois veio a crise económica. Todos queriam ter a sua casa sem esperar muito. O carro novo. As roupas da nova coleção. Material novo todos os anos para a escola. Os pacotinhos de sumo e de bolachas para o lanche. Abdicou-se do saco do pão com manteiga, do copo de leite fervido. Abdicou-se das roupas dos irmão mais velhos, das galochas para o inverno e das sandálias de borracha para o verão. Abdicou-se da marmita para o almoço no local de trabalho. Agora mais do que a crise económica há uma crise de identidade. Voltou-se a tudo o que se abdicou antes. Parece a crise dos 40, quando os homens tentam descobrir a adolencencia perdida.
Para mim parece mais uma moda. Anda-se de bicicleta para todo o lado, volta-se para casa dos pais, renovam-se os materiais escolares. Anda-se à procura de roupas perdidas nos armários, compram-se roupas usadas e dão-se roupas. É uma moda como outra. De repente todos aderiram ao re-use. Ninguém tem vergonha de ser visto nas lojas em segunda mão ou nas feiras. De repente surgem programas na TV com dicas para a crise. Que os materiais da escola devem ser reutilizados, as mochilas renovadas. Compram cadernos mais baratos e decoram-se em casa. Não comprar roupas mas trocar entre familia ou amigos. Não gastar dinheiro em lanches nas escolas mas levar de casa, etc.
Como sempre é uma questão de moda. Se o vizinho leva o almoço de casa eu também posso levar! Se o vizinho vai de comboio para o trabalho eu também posso ir. Passamos sempre de um extremo ao outro. Não percebo como é que as pessoas não são honestas consigo próprias e não deixam de pensar pela cabeça dos outros. É quase como um ex-fumador. É sempre o que chateia o que ainda fuma, mas quando era fumador compulsivo, que até a meio da refeição acendia o cigarro, ai daquele que dissesse algo.
Por isso é que me considero uma pessoa feliz e com sorte. Feliz porque sempre fiz e continuo a fazer o que acho certo. Porque não me deixo levar por modas. Quando quiser vou almoçar o meu hamburger, quando quiser levo a sopa de casa. Vou continuar a trocar as roupas e a reutilizar os materiais, mas sempre que me apetecer vou comprar mais um trapinho novo. Não deixem que a crise ou a moda vos atropele.
Depois começou a surgir a crise social e a moral. Cada vez mais se olha para o seu umbigo. Cada vez mais se quer a independencia, os filhos dos pais, as mulheres dos maridos. Os filhos vão cada vez mais cedo para as escolas, abrem-se infantários, creches. As mulheres querem trabalhar. Os homens querem estar mais por casa. Trocam-se os papeis, as funções dentro das familias. Já não se tolera, já não se aceita. Depois veio a crise económica. Todos queriam ter a sua casa sem esperar muito. O carro novo. As roupas da nova coleção. Material novo todos os anos para a escola. Os pacotinhos de sumo e de bolachas para o lanche. Abdicou-se do saco do pão com manteiga, do copo de leite fervido. Abdicou-se das roupas dos irmão mais velhos, das galochas para o inverno e das sandálias de borracha para o verão. Abdicou-se da marmita para o almoço no local de trabalho. Agora mais do que a crise económica há uma crise de identidade. Voltou-se a tudo o que se abdicou antes. Parece a crise dos 40, quando os homens tentam descobrir a adolencencia perdida.
Para mim parece mais uma moda. Anda-se de bicicleta para todo o lado, volta-se para casa dos pais, renovam-se os materiais escolares. Anda-se à procura de roupas perdidas nos armários, compram-se roupas usadas e dão-se roupas. É uma moda como outra. De repente todos aderiram ao re-use. Ninguém tem vergonha de ser visto nas lojas em segunda mão ou nas feiras. De repente surgem programas na TV com dicas para a crise. Que os materiais da escola devem ser reutilizados, as mochilas renovadas. Compram cadernos mais baratos e decoram-se em casa. Não comprar roupas mas trocar entre familia ou amigos. Não gastar dinheiro em lanches nas escolas mas levar de casa, etc.
Como sempre é uma questão de moda. Se o vizinho leva o almoço de casa eu também posso levar! Se o vizinho vai de comboio para o trabalho eu também posso ir. Passamos sempre de um extremo ao outro. Não percebo como é que as pessoas não são honestas consigo próprias e não deixam de pensar pela cabeça dos outros. É quase como um ex-fumador. É sempre o que chateia o que ainda fuma, mas quando era fumador compulsivo, que até a meio da refeição acendia o cigarro, ai daquele que dissesse algo.
Por isso é que me considero uma pessoa feliz e com sorte. Feliz porque sempre fiz e continuo a fazer o que acho certo. Porque não me deixo levar por modas. Quando quiser vou almoçar o meu hamburger, quando quiser levo a sopa de casa. Vou continuar a trocar as roupas e a reutilizar os materiais, mas sempre que me apetecer vou comprar mais um trapinho novo. Não deixem que a crise ou a moda vos atropele.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
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