terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Resoluções de Ano Novo II

Bem, mais um ano está a terminar e começar a pensar no ano novo.

Eu normalmente faço 12 desejos e como 12 uvas passas.
Não gosto de uvas passas, nem qualquer outro tipo de fruta seca, cristalizada, ou em qualquer outro estado que não o seu natural, por isso para ter direito a 12 desejos faço 12 sacrifícios. Acho justo. Não me parece correcto termos o direito a pedir seja o que for sem sacrifício, sem trabalho.

No ano passado não pedi nada. Fiz o que me propus fazer.

Este ano creio que vou fazer o mesmo.

Não quero desejos. Quero concretizações. Tenho de fazer para o ter. Isto de desejar é muito fácil. Eu desejo ser muito rica, ter muito amor e paz para o mundo e puf...tudo aparece. Tretas!!!

Querer é poder, poder é querer. Por isso se eu quero tenho de o poder fazer e que tenho o poder posso fazê-lo. E é isto.

Este ano novo quero poder fazer o que quero e espero poder fazer o que posso.

Um bom ano para todos.

Outro Blog interessante

Para quem gosta de livros, de ler e de saber mais sobre leitura, aqui está um óptimo blog, sempre actualizado.

Esta menina já me deu a conhecer um autor e os seus livros, que já li e reli e estou à espera de um novo. Quem sabe se ainda me convence que a poesia é interessante!

http://www.hasempreumlivro.blogspot.com/

Estes japoneses devem ser loucos!!!!

Futebol? Eu? Nem de binóculos!!!

http://www.youtube.com/watch?v=X63QD4LNABw

OK Go - Here It Goes Again

Se eu for todos os dias ao ginásio, será que conseguirei andar assim na passadeira?

http://www.youtube.com/watch?v=QaRfxjcpYvM

Publicidade

Sou sensível à publicidade. Quando é boa mexe comigo, com as minhas emoções, sentidos. Esta fez-me sorrir, muito.

http://www.youtube.com/watch?v=_u1GnNbBrUY

Salame e whisky

Deliciem-se como eu:

http://www.youtube.com/watch?v=LcCQ__O2g5I

domingo, 27 de dezembro de 2009

Luzes de Natal

No passado dia 23 fui à baixa do Porto procurar uma prenda, para uma pessoa muito especial, e que ainda não tinha encontrado em lado nenhum.
Fiquei fascinada com a baixa do Porto. Completamente cheia de gente. Mas tanta que não se via o fim de 31 de Janeiro. Fiquei contente porque gosto de ver a cidade do Porto viva.
Lembrei-me que precisava de umas luzes de Natal, que já não consegui comprar no super mercado onde costumo ir (e evito todos os hipermercados), até que entro na primeira loja semelhante às antigas lojas dos 300. Não era uma loja de chineses, aparentemente seriam paquistaneses. Pareceu-me. Pedi as luzes. Um deles mostrou-me uma daquelas estrelas iluminadas. Não é isso. Quero só um fio. Não quero bonecos. Ah, isto? Mostra-me uma bola. Não! Do you speak english? Yes. I want Christmas lights, but without any formats. A wire only. Ok.
Lá me deram o que pedi. Entretanto a minha filha olhou para umas echarpes, e um outro: Quer ver? Não, obrigada. Apenas estou a mostrar a mercadoria às cliente. Sim, muito bem. Muito bem? O quê? Muito bem??? Não acha que deva mostrar a mercadoria? Sim, acho que deve, mas eu é que de momento não estou interessada em comprar. Entretanto pergunto: quanto custam as luzes. 2,50 €. Ok. Muito bem. Acha cara, é? Não, não. Acho que é justo. Se não quer não leva. O que? Mas eu nem disse nada. Eu levo por 2,50€.
Paguei e saí com a sensação de me terem apontado uma arma à cabeça e me tivessem quase obrigado a comprarem. Mais um bocado e acho que nem hesitava a comprar as ditas echarpes, e tudo o que me tivessem mostrado. Juro. Não me lembro de me ter sentido tão mal a comprar umas luzes de natal.

Pequeno grande guitarrista

http://www.youtube.com/watch?v=hPtbG0vtkHY

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal à porta II


Com o Natal à porta vem-me à lembrança alguns trechos de memória infantil.

Lembro-me da minha mãe, que no dia 24 estava sempre muito ocupada, ou a arranjar as comidas ou a ir com muita pressa ao quarto (sempre achamos muito estranho ir tantas vezes ao quarto).
Acreditávamos no Pai Natal mas desconfiávamos que ele e a minha mãe tinham um tipo de avença ou contrato, porque muitas vezes o que dizíamos à minha mãe o Pai Natal ficava a saber.
Claro que escrevíamos a carta ao Pai Natal e a entregávamos à minha mãe para que ela, que tinha um canal priveligiado, a entregasse ao Pai Natal ou enviasse por correio. Acreditei nisso até aos 11 ou 12 anos. Confesso que foi até muito tarde, mas a culpa disso foi da minha mãe, que fazia as coisas tão bem que nós, eu e o meu irmão, nunca desconfiamos de nada.
Quando já desconfiávamos, depois de ouvir na escola que era mentira a existência de tão simpático senhor, e um colega ter apanhado na cara por ter dito essa tão semelhante mentira, eu e o meu irmão tínhamos uma missão a cumprir - descobrir a verdade.
Então, durante dias a fio procuramos em todos os cantos à casa, dentro dos armários, na garagem, no sótão, debaixo das camas, no carro, na roulotte, em todas as divisões da casa, na arca frigorifica, na casa dos caseiros, em todos os sacos, malas, cómodas, tudo que tivesse portas ou gavetas. Nada. Não descobrimos nada.
Nesse Natal, mais uma vez fomos surpreendidos. Por um telefonema do Pai Natal, pela campainha a tocar, um sino que dava sinal das prendas terem chegado. Mistério. A minha mãe nunca saía da nossa beira. Durante anos não percebemos como o fazia. Só podia ser mesmo o Pai Natal. Durante anos mantive essa lembrança. O Pai Natal existe.
A minha maior desilusão foi no ano que descobri a verdade. Não apanhei a minha mãe em flagrante, não vi as prendas em lado nenhum, não desconfiei de nada. Apenas recebi a informação de forma fria de dura - "O que pensas tu, achas que o Pai Natal existia mesmo? É a mãe que faz tudo." Foi assim, fria, dura, calculista. Aquela que foi a minha irmã mais velha, disse isto assim.
Durante alguns momentos revivi os anos passados e descobri as 'falhas'. O telefone tocava, mas a minha mãe estava ao meu lado. Eram uns vizinhos amigos que ligavam. O sino de facto tocava, quando a minha mãe tinha de ir a correr ao quarto de banho, mesmo na altura que o Pai Natal chegava. A campainha tocava, mas a minha mãe estava connosco, era o vizinho da frente, e todos os anos algo diferente. Certo é, que mesmo quando tive essa desilusão, olhei para o esforço constante da minha mãe para manter a chama viva do espírito do Natal e nunca mais pensei se era verdade ou não que o Pai Natal existia. De facto, existe. Uma Mãe com uma vontade enorme de nos ver crescer, melhorar a cada dia, que fez todos os possíveis para que nada nos faltasse. Que lutou muito e por muito tempo. Que fez de mim uma mulher que ainda acredita no Pai Natal e que todos os anos espera por uma surpresa, e pelo carrinho de rolamentos que nunca me deu.

Eu tenho um Melro - Deolinda



Eu Tenho um Melro



Deolinda


Composição: Pedro da Silva Martins







Eu tenho um melro que
é um achado.
De dia dorme,
à noite come e canta o fado.


E, lá no prédio,
ouvem cantar...
E já desconfiam
que escondo alguém
para não mostrar.


Eu tenho um melro,
lá no meu quarto.
Não anda à solta,
porque, se ele voa,
cai sobre os gatos.



Cortei-lhe as asas
para não voar.
E ele faz das penas
lindos poemas
para me embalar.



Melro, melrinho,
e se acaso alguém te agarrar,
diz que não andas sozinho
que és esperado no teu lar.


Melro, melrinho
e se, por acaso, alguém te prender,
não cantes mais o fadinho,
não me queiras ver sofrer.


E não voltes mais,
que estas janelas não as abro nunca mais.


Eu tenho um melro
que é um prodígio.
Não faz a barba,
não faz a cama,
descuida o ninho...

Mas canta o fado
como ninguém.


Até me gabo
que tenho um melro
que ninguém tem.




Eu tenho um melro...
(-Que é um homem!)
Não é um homem...
(-E quem há-de ser?!)
É das canoras aves
aquela que mais me quer.



(-Deve ser homem!)
Ah, pois que não!
(Então mulher…)
Há de lá ser!?
É só um melro
com quem dá gosto adormecer.



Melro, melrinho...[refrão]
E não voltes mais,
que a tua gaiola serve a outros animais




http://www.youtube.com/watch?v=rVBs2LiQhhs

sábado, 19 de dezembro de 2009

Saudades de um fim-de-semana II



Tens Postal? Feliz Natal

O que mais desejo neste Natal




Ter sempre os meus amigos












Ser sempre feliz e infantil














Estar sempre apaixonada

Ter sempre espaço para mais um






Ter emprego para poder ir de férias










Desejo a todos um Feliz natal e um Próspero Ano Novo
Neste Natal, sinto de verdade que, é o amor o que mais interessa

Que neste Natal reflictam no que é mais importante


Para mim eu sei o que é mais importante

Espero que vós também saibam.

Um Bem haja
Claudia

Feliz Natal

http://www.youtube.com/watch?v=nhxf2Xg4xGc

BRILHANTE

Amigos



Hotel California - Eagles II

http://www.youtube.com/watch?v=sqh6QqpaK5A

Esta é só, para mim, a música mais bonita que existe.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Natal à porta

O Natal está à porta. Com o Natal chegam a solidariedade, as prendas, o oportunismo, as férias de trabalho e as férias escolares, a diminuição do transito matinal, o aumento do transito nocturno, as idas ao shopping, o subsidio de Natal, o desaparecimento súbito do subsidio de Natal, os movimentos do Multibanco, o crédito ao consumo, as compras, os sonhos, as rabanadas, o bacalhau, o peru o pato, o polvo, o bolo Rei, os formigos, os bolinhos de bolina, o aumento da conta da luz, do gás, da água, o pinheiro de Natal com as suas bolinhas, fitas e luzinhas, o mistério do Pai Natal, a solidão, a família, o peditório dos lixeiros, os carros novos, as meias na lareira, o cheiro de lareira e do fogão a lenha, as horas passadas na cozinha, o gato a tentar roubar o bacalhau de molho, o cão a querer o peru, a aletria com canela, o vinho bom, o champanhe, os chocolates, as roupas novas, a mesa posta com antecedência, as decorações da casa, das janelas, as luzes na cidade, os guinesses dos maiores bolos Reis, dos maiores pinheiros de Natal, da maior rabanada (ainda não vi, mas devia ser engraçada).

Com o Natal chegam os sorrisos, com o Natal chega o amor, a paz, os desejos de um mundo melhor. Com o Natal chega o fim de mais um ano. Chega o momento de reflectirmos a nossa vida, o ano que passou. Com o fim do ano chega um novo ano, cheios de promessas de uma vida melhor, de que seremos melhores. Com o ano novo chegam as promessas pessoais, familiares, profissionais.

Com o Natal chegam as lembranças para os amigos e os postais de boas festas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

a evolução



Ainda há futuros como antigamente?

Recebi há tempos o seguinte desafio da adevidacomedia.wordpress.com de escrever um texto a partir da ideia: Ainda há futuros como antigamente?

Este foi o meu contributo:


Quando me debrucei sobre este tema pensei bastante se, de facto, existem futuros como antigamente.A minha conclusão é que não! Não existem futuros como antigamente.Antigamente pensava no futuro como algo distante e inatingível. Agora o futuro está próximo e atingível, e cada vez mais.Quando era mais nova, o futuro eram os meus pais. Olhava para eles e via o futuro. Depositava neles toda a confiança da minha segurança e bem-estar.Agora quando olho para o futuro vejo que a confiança da minha segurança e do meu bem-estar recai sobre a minha filha. O futuro passou da responsabilidade dos meus pais para a responsabilidade da minha filha.Ouvimos sempre: “o futuro está nos nossos filhos”; “as crianças de hoje são os homens do futuro”.Assim, eu não vejo o futuro como antigamente via.

Pai Natal



Presépio

Este presépio bem que podia ser usado pela Prevenção Rodoviária neste Natal. A originalidade está bem patente. A informação passa. Os envolvidos são conhecidos, por si só e por quem representam. Creio que nenhuma campanha de prevenção rodoviária teve uma imagem tão bem sucedida.
Os meus parabéns à autora* do presépio.




* A Autora do presépio é Olga Magalhães. Autora de vários trabalho que são apresentados na empresa onde trabalha, como presépios e cascatas de São João, estas que geralmente dão origem aos primeiros prémios dos concursos de cascatas São Joanina entre empresas. (matotolas@hotmail.com)

'toda a gente'

Ainda no outro dia constatei esta realidade que tanto me chocou: na TSF, um jornalista/apresentador/convidado (não sei o que era, confesso) dizia: "todos os portugueses estão preocupados com o Pepe".
A minha primeira reacção foi: quem é o Pepe?
A Segunda: todos os portugueses? Mas eu não estou. Não quero mal ao senhor, mas sinceramente essa pessoa nada me diz.
Depois percebi que era um jogador da selecção Portuguesa, embora seja brasileiro (parece ser o 4º jogador brasileiro a ter a honra de pertencer à selecção nacional). Que fez uma lesão no joelho. Que vai ser operado. Que vai estar impossibilidade de jogar no Mundial de 2010.
E eu com isso? Continuo a dizer: todos os portugueses não! Eu não estou preocupada com o facto do Pepe não poder jogar no Mundial de Futebol no ano civil de 2010 e sou portuguesa.

Ainda por cima vai estar em repouso por 6 meses, não vai poder defender Portugal e lesionou-me em Espanha, no Real Madrid contra outra equipa espanhola, o Valência.

Ora isto não se faz. E quem lhe vai pagar os 6 meses de repouso? A equipa espanhola onde se lesionou ou a Selecção Nacional, onde ele já faz parte da lista de convocados?
E como se lesionou? Foi só a correr e caiu? Torceu o joelho durante o ataque ou a defesa? Ou andou à 'porrada' dentro do campo? Isto é um caso que já me preocupa.
Assim sim, poderia-se dizer: todos os portugueses estão preocupados com quem vai pagar o 'salário' ao Pepe enquanto ele recupera da lesão feita no jogo entre o Real Madrid e o Valência.
A única coisa que sei, é que vai ser operado em Portugal, no Porto, por um conceituado cirurgião (que sei quem é, ao contrário do jogador) mas supervisionado pelo médico da equipa espanhola, que mau era se não o fosse. Lesionou-se em Espanha!!!!!

Que recupere depressa para eu, que não me preocupava sequer com a existência do senhor, possa agora deixar de me preocupar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Saudades de um fim de semana

Como sabe bem quando acordamos num dia de sol, saímos de casa para tomar o pequeno-almoço e só regressamos no dia seguinte?


Pois bem, um destes fins-de-semana passados, eu e o meu namorado, saímos decididos a dar uma voltita, tomar o pequeno-almoço no café perto de casa, quando nos lembramos do almoço. O que vamos fazer, onde vamos comer e o que? Essas questões importantes e que levam tempo a pensar. A mim apetecia-me uma posta. Uma posta? Sim. Eu só gosto das postas do Lareira. Vamos? Vamos, porque não?


A Lareira é um restaurante em Mogadouro que serve, para mim, e por coincidência para o meu namorado, a melhor posta de Portugal. Por coincidência temos muitos gostos semelhantes, percursos semelhantes e gargalhadas semelhante. Mas, voltando à Lareira. Decididos a ir comer a Posta. Fizemos-nos à estrada, mas sem antes passar em casa e levar o mínimo indispensável para qualquer percalço. Fizemos os 'entas' km que separam Porto do Mogadouro, passamos por estradas e estradinhas, vimos montes e vales, rios e riachos, até que chegamos a Mogadouro.Entramos logo no restaurante. Lamentamos, a cozinha está fechada. Pois, já são 15h30m. Fiquem para o jantar. E ficamos. A Lareira é residencial, e quartos livres não faltavam.


Antes do jantar fomos até Miranda do Douro, onde aproveitei para comprar os atoalhados para o meu novo quarto e uma prendita para a minha mãe. Ainda tentamos andar de barco mas já não fomos a tempo. Ainda fomos ver um museu em Moncorvo. Demos uma volta grande. Vimos águias. Imensas. Tiramos imensas fotografias. Aprendi algumas técnicas de fotografia. Fiz pose para as fotos. Dormi umas horas no carro (adormeço sempre) e voltamos para o restaurante.


Valeu a pena. A posta tenra, com sabor de carne de pasto fresco. As batatas fatiadas e gratinadas com uns cogumelos frescos a acompanhar. O vinho tinto da casa, Douro, de excelente qualidade. Sobremesa divinal. Um passeio à noite. Namorar q.b. (que nunca baste).
No dia seguinte, o passeio continua. Acaba ao fim do dia mas com vontade de repetir.

Frio mesmo!

Hoje aborreci-me.

Puxa, não é que está mesmo frio?


Pergunto à minha filha: Estás agasalhada? Sim, mãe, estou. Olha que está muito frio. Está bem.
Depois de uns minutos olho para ela e: camisolinha sem gola e sem mais nada! Como é? Mas então não me respondeste que estavas agasalhada? Desde quando é que uma camisola de malha fina é agasalhada!?!? Fiquei mesmo aborrecida. Nem me aborreço tanto pela camisola, porque depois leva o sobretudo (que demorei ‘n’ tempo a convence-la a comprar e que agora diz ter sido uma boa ideia) é pela noção de moda que está incutida de tal maneira que deve parecer mal ir para a escola com roupa quente.


No meu tempo (adoro já ter a autoridade para utilizar este termo) fosse qual fosse a idade escolar, fazia parte do código de vestuário escolar para o Inverno, entre outros, o pullover verde, bordeaux ou azul, a camisa de bombazina ou de flanela, as calças/saia de bombazina ou de fazenda, as camisolas de gola alta de lã, compradas ou feitas à mão (as minhas eram feitas à mão ou à máquina pela madrinha do meu irmão, e tinham os mais diversos padrões colorido) e as meias calças de algodão ou lã para as raparigas e as meias pelo joelho para os rapazes. Alguns rapazes usavam ceroulas ou as calças do pijama por baixo das calças. Eu lembro-me de usar meia calça por baixo das calças de bombazina, camisola interior, camisa e camisola de lã. Ainda rematava com um kispo ou um sobretudo que veio da Bélgica de lã prensada. Usávamos luvas, cachecol e gorro.


A roupa de agora não é mais quente. As malhas não são mais quentes. A única coisa mais quente é a malha polar, mas não são fashion. E vão-me estas meninas para a escola de camisolinha e com o sobretudo ou casaco e mais nada? Ou de túnica e casaco de ganga? Sim, já vi!
Quando entro nas lojas o que me salta à vista são estas túnicas, ou camisolas compridas ou vestido tamanho xxs. Para usar com leggings. OK, também gosto. Mas eu coloco por baixo da túnica uma camisola quente, de gola alta, e as leggings ainda levam uma meia calça por baixo. E vou de Botas, bem quentes. Nada de sapatinho com os dedos à mostra.


3 Graus, que estavam quando saímos de casa. Eu tenho mais roupa que a minha filha, e passo grande parte do meu dia de trabalho na mesma sala e no mesmo edifício, não tenho de mudar de sala a cada 45 ou 90 minutos. Nem estou numa escola cujos edifícios estão todos em obras e os alunos estão em contentores. Preocupada com a Gripe? Não. Apenas me preocupo que a minha filha saia de casa com mais roupa e que coma laranjas* para ter vitaminas suficientes para não se constipar.

E será que o frio de agora é diferente do de há 20 anos? 3 Graus são 3 graus! Pelo menos aqui são iguais. Moramos à beira do mar por isso são 3 Graus de frio humido. De agora ou de há 2o anos. Frio daquele que entranha na roupa, nos ossos. Daquele que gela o vidro do carro (sim, hoje nem pensei em pegar na mota), daquele que cria geada na estrada.

Amanhã vou ser eu a escolher a roupa ou vai para a escola de t-shirt! Das duas uma e aprende logo a lição!

* O meu namorado convenceu-me a comer uma laranja por dia para não me constipar, mas eu continuo a tomar a minha vitamina C efervescente pois para ter a dose diária de vitamina C teria de comer o equivalente a 40 laranjas, o que se tornaria muito enjoativo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Frio? Qual frio?

Hoje está sol.
Então resolvi sair de mota.
Tive de levar a minha filha à escola, em Espinho, antes de ir para o Porto (ela já tem 14 anos e pode andar). Vestimos os casacos, agasalhos para o pescoço, cabeça, mãos, pernas, os capacetes colocados, tanta coisa que nem nos podíamos mexer.
Temperatura: 5 graus.
A mota tem a (des)vantagem de não ter termómetro nem rádio por isso só soube da temperatura quando cheguei ao Porto, e depois de estar gelada. Estava azul! Literalmente!
Mas digo-vos, é compensador vir de mota. O transito, as vistas, tudo parece diferente. Para além de parecer que não estou em dia de semana. Dá a sensação que estou de férias.
Depois deu-me um saudosismo do tempo em que eu andava na escola, e que fazia o mesmo percurso que fiz para levar a minha filha. A mesma estrada, os mesmo buracos, as mesmas curvas. O mesmo frio nas mãos. Gostei mesmo.
A diferença é que na altura eu não tinha dinheiro para comprar umas boas luvas e andava com 3 pares de luvas de lã. Agora, depois da viagem de hoje de manhã vou comprar umas luvas novas. Não faço outros percurso com as mão a geladas.
Amanhã, se não chover volto a ir de mota. Garantido.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Para recortar

Nos próximos dias é provável que não possa 'postar'.
Para se entreterem deixo-vos algo inovador: recortes de Natal.


Divirtam-se

Saudades dos anos 80


Hoje, numa daquelas conversas corriqueiras, na pausa para o café, veio à memória dos presentes, o famoso Topo Gigio.

O Topo Gigio é uma personagem de um programa infantil, criada em Itália, em 1958, por Maria Perego. Chegou a Portugal em 1979, onde este amistoso ratinho, com uma personalidade muito infantil mas por vezes com problemas de adulto, problemas de amor, se sentava num piano, onde também entoava umas músicas acompanhado de Rui Guedes.

Deu uma saudade apertada da inocência dos programas televisivos da década de 80. Como eu via a televisão como algo que me entusiasmava. Principalmente nesta época natalícia onde tínhamos a oportunidade de sonhar com os brinquedos que passavam nos intervalos. Eram tão poucos os anúncios de brinquedos que se tornava fácil, nos dias seguintes ao Natal, conseguir ter acesso a esses brinquedos. Bastávamos trocar de brinquedos no grupo de amigos!

Era uma altura onde a troca, a partilha de brinquedos era normal. E mais, os brinquedos de amigos ou primos mais velhos, passavam para os amigos ou primos mais novos, de uma forma tão normal que nem nos passava pela cabeça que isso não acontecesse.

A minha primeira bicicleta foi a primeira dos meus irmão mais velhos. A minha trotinete foi antes a trotinete dos meus irmãos.

Mas também era uma época em que a descriminarão sexual pela posse de brinquedos era mais acentuada. Bonecas para as meninas, carrinhos para os rapazes. Os jogos, as cartas, a plasticina, os berlindes, os ‘Lego’ eram unissexo. Também não havia muito mais.
Eu sofri na pele essa discriminação! O carrinho de rolamentos, que eu insistentemente pedia ao Pai Natal, mas que ele se enganava constantemente e o oferecia ao meu irmão (o rapaz da casa). Até hoje nunca tive um carrinho de rolamentos.

Saudades dos anos 80.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Resoluções de ano novo

Estava a pensar nas resoluções para o Ano Novo e eis que me lembro das que escrevi para o ano que está a acabar.
No dia 1 de Janeiro de 2009 escrevo no meu diário:

'É habitual fazerem-se pedidos, doze, para o ano que se inicia. Comem-se doze uvas para doze desejos. Este ano comi as doze uvas acompanhadas de um excelente espumante e não pedi nada. Não quero pedir nada. Quero ser eu a conseguir.
Assim, para este ano vou:
- trabalhar muito para conseguir concretizar os objectivos profissionais a que me propus;
- fazer uma pós graduação
- inscrever-me para um mestrado
- ir dois dias por semana ao ginásio
Estes compromissos terão de ser conseguidos com muita dedicação e esforço, mas eu sei que tenho todas as capacidades e energia para os conseguir.'
in Diário da Claudia, 1 de janeiro de 2009

Não consegui fazer a pós-graduação porque fiz:
- curso de formação para formadores (CAP)
- curso intensivo de Inglês
- curso de Black Belt (metodologia DMAIC)

Inscrevi-me para o mestrado. Não quer dizer que o faça este ano!
Ao ginásio, fui só a 50% do que me propus ir.

E trabalhar? Trabalhei muito. E os meus objectivos foram conseguidos, aliás até posso considerar, assim por alto, que foram superados.

Não pedi nada. Fiz tudo por mim e para mim.

Para Um ano cheio de graças.

Porque o Natal está aí à porta

O Natal está aí à porta e eu, como grande parte das pessoas (não posso dizer todas porque não tenho dados reais da população efectiva e da população potencialmente consumidora) estou preocupada com os preparativos desta época festiva.

Mas de facto não estou assim tão preocupada com as prendas, porque este ano tinha decidido concretizar alguns projectos que implicavam grandes investimentos, pelo que chego ao mês de Dezembro completamente falida, mas feliz.

Meus caros amigos, familiares e demais pessoas que me conhecem e estão habituadas a receber uma prendinha ou uma lembrança, desculpem-me. Aceitem como prenda o facto de eu me lembrar de vós todo o ano e neste Natal estar preocupada por não vos poder oferecer nada mais.

Para me redimir aqui fica algo para se entreterem um pouco: um desenho para colorirem.



Entretanto, eu explico melhor a razão deste fim de ano as minhas finanças estarem tão mal, e, quem já leu no meu primeiro post, foi uma das razões para a criação deste blog:

1º - remodelação do meu quarto (primeira e principal)

2º - continuação da remodelação do meu WC

3º - actualizar umas decorações no quarto da minha filha

O primeiro foi adiado até ao mês passado, porque decidi comprar carro novo, depois decidi fazer uma formação para aumentar o meu curriculum, mas também porque estive ausente do país umas semanas numa outra formação e não tive disponibilidade para pensar em mais nada. Entretanto decidi não passar férias fora, no verão, para ter dinheiro para o meu quarto. E estava já a escolher a mobília e a cor para as paredes quando o meu mano comunicou que ia casar. Ok. Adio o quarto e mãos à obra para o Casamento. Simples, bonito e com muitas flores. Falar com o Bispo, tratar do almoço, confirmar os convites, arranjar a sala, decorar a sala, etc etc etc. Correu bem. Estão felizes e vou ser tia.

Finalmente em Outubro comecei com os preparativos do quarto. Está quase quase terminado. Só faltam mesmo as bainhas das cortinas e as molduras para as fotos (que espero receber no Natal, pese embora não devesse receber prendas porque não vou dar muitas).

A continuação da remodelação do meu WC ainda está suspensa. Mas já tem cortina de banho e tapete na banheira e acessório para as toalhas de banho (provisório). Foi o que pude. Falta a cortina para a janela e os acessórios para as toalhas e o tapete para o chão.

O quarto da minha filha teve umas alterações de decoração. Apenas umas adaptações à idade. Umas cortinas mais softs, um tapete maior, uns pontos de luz. Pouca coisa.

E agora, a mota, que não fazia parte dos planos iniciais mas comprei-a depois de muito ponderar e juntar o dinheiro para pagar a pronto.

Ok. Fali. Até ao final do ano não tenho dinheiro.

Mas tenho uma ou outra surpresa...esperem para ver.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma nova experiência

Hoje, quando acordei, abri a persiana e espreitei o céu.
Este acto tão normal, e que o faço diariamente de forma quase inconsciente, passou a ser algo tão importante como ter uns sapatos com carteira a condizer (para muitas outras mulheres, porque a mim não me diz muito).
Desde este sábado passado que sou proprietária de um novo veiculo, mas de 2 rodas. Sim, comprei uma mota.

Para quem me conhece bem sabe desta minha vontade de há já alguns anos. Já tive uma scooter nos meus tempos de juventude e apenas deixei de conduzi-la quando engravidei. Não andei mais. Só há uns anos atrás é que recomecei a andar de mota, mas sempre como pendura. Nunca tive a carta para conduzir mota, apenas tinha uma licença da Câmara Municipal que me autorizava a conduzir velocípedes motorizados até 50 CC. E para tirar a licença, fui na minha scooter até à Câmara Municipal, com a lição bem estudada e até treinei no quintal percursos em 8 para estar pronta para o exame prático. Fui chamada e o Sr. Engenheiro fez-me 12 perguntas de código. Acertei em todas. “Muito bem, daqui por 8 dias venha cá buscar a licença”. E o exame prático para o qual me preparei tanto e até sei fazer 8’s e tudo? “Como é que vieste até aqui? De motorizada? Então é porque já sabes conduzir. Vai-te lá embora”. Confesso que fique desanimada. Queria exibir os meus 8's!

Passados estes anos, tendo a minha filha já 14 anos, e porque a tão esperada decisão do governo para que os condutores de automóveis pudessem passar a conduzir motos até 125CC sem ter de fazer outro exame (e por conseguinte gastar mais uns €) foi aceite. Assim, com a minha carta de automóvel posso conduzir uma moto até 125CC.

Comprei uma maxi-scooter, que gosto mais e é mais confortável para mim e para a minha filha. Para além do mais não vou precisar de deixar de andar com as minhas saias quase minúsculas (mas no verão).

Por isso a minha experiência de hoje foi fenomenal.
Saí de casa às 8h08m e às 8h16m estava no meu local de trabalho, com lugar no parque de estacionamento. Não stressei com o transito, com o procurar lugar para estacionar, com a moedinha ao arrumador, nada disso. Foi sair de casa, andar e chegar. Tão simples. A única coisa que senti falta mesmo foi ouvir rádio. Mas também 8 minutos não eram suficientes para decidir qual a estação que iria ouvir. Assunto arrumado.

E Passei de 1h.10m de transito para 8 minutos de aceleração.
Vou poupar dinheiro, porque 8 minutos de gasolina é bem menos que 1h10m.
Para além disso, só numa manhã poupo 1hora e 2 minutos. O que quer dizer que, ou passo a dormir mais uma hora ou saio do trabalho uma fora mais cedo. Se saio mais cedo, posso ir buscar a minha filha mais vezes à escola, ou posso ir mais vezes ao ginásio (que quando vou só fico uma hora). Se juntar os outros tantos minutos que vou ganhar ao fim do dia, creio, sem exagero que vou ganhar quase 2 horas diariamente. O que ao fim de uma semana são 10 horas. E ao fim de um mês, em dias úteis, cerca de 44 horas. E ao fim de um ano são cerca de 528h. Claro que isto não interessa nada. Apenas interessa, que diariamente vou ter mais tempo para mim. Vou deixar de dedicar tempo ao trânsito e aos outros automobilistas. Mas também deixo de ouvir rádio…durante 8 minutos!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mimos de Natal

Nos próximos dias 11, 12 e 13 de Dezembro vai-se realizar na Alfandega do Porto a Feira "Mimos de Natal - Por um Sorriso'.

http://www.mimos-de-natal.blogspot.com/

Quero congratular a organização deste evento, desde a sua concepção ao nascimento, não só por ter nascido das mãos de uma querida amiga como crescer nas mãos de uma jovem cheia de talento.
Eu vou ter a oportunidade de estar presenta na feira, em representação da Fundação AXA Corações em Acção, onde vamos poder dar “mimos de Natal” pelo fruto da venda de dois livros escritos por colaboradores:
“Conta-me histórias de Natal” e
“Pontinho e Risquinho no Reino Pantagruel”

Convido-vos a visitar-nos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

As tuas melhoras

Marta,
Espero que fiques boa bem depressa.

Beijo grande

Quarto novo II

O meu quarto está quase pronto.
Já tem os moveis quase todos.
Já tem as cortinas e os cortinados.
As calhas presas com parafusos.
As paredes pintadas.
Tapete no chão.
Quadro na parede.
Candeeiros pintados.

Agora tenho de esperar para depois do Natal, por falta de orçamento:
Fazer as bainhas das cortinas e cortinados.
Escolher fotos novas.
Colocar uns pregos nas paredes para colocar as molduras das fotos (estou a ver se o Pai Natal me dá algumas).
Pedir a alguém para pregar os pregos :)
A outra mesinha de cabeceira.
Ver o porque de um dos candeeiros não funcionar direito (se calhar entrou tinta:)


Mas mais importante de tudo é que tenho uma colcha linda e almofadas a condizer.
Tem as cor das cortinas e da parede vermelha.
É aveludada como eu gosto. Quente. E fica tão bem na minha cama!

Finalmente tenho o meu quarto, como gosto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Duas lições


Estive no sábado no Pingo Doce de Valadares (V.N.Gaia), como voluntária, na recolha de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome. Fiquei admirada com a quantidade de pessoas que entraram naquele espaço comercial em tão poucas horas (só lá estive 4 horas) e a quantidades de alimentos que conseguimos angariar.
É louvável as pessoas darem. Ainda por cima para uma causa que a todos preocupam - a fome.
Mas neste sábado aprendi duas lições.
A primeira é que podemos fomentar a noção de solidariedade desde muito cedo, junto das crianças. Seja de que forma for. Desde levar os filhos a participar activamente numa acção destas, como deixar que o benjamim da família entregue o saco com os alimentos na cesta para esse fim.
A segunda lição é que não sabemos nunca quando nós próprios estaremos na situação de precisarmos de ajuda, e creio que essa será a grande razão para que ano após ano esta causa consiga angariar cada vez mais alimentos.
Para o ano lá estarei, a angariar mais alimentos, mas que espero ser cada vez menos necessária esta angariação.

O valor ...


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"


Fernando Pessoa

Porque estou Feliz

Porque estou....

por te ter....
Dedico este Smile ao meu namorado