sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Saudades dos anos 80


Hoje, numa daquelas conversas corriqueiras, na pausa para o café, veio à memória dos presentes, o famoso Topo Gigio.

O Topo Gigio é uma personagem de um programa infantil, criada em Itália, em 1958, por Maria Perego. Chegou a Portugal em 1979, onde este amistoso ratinho, com uma personalidade muito infantil mas por vezes com problemas de adulto, problemas de amor, se sentava num piano, onde também entoava umas músicas acompanhado de Rui Guedes.

Deu uma saudade apertada da inocência dos programas televisivos da década de 80. Como eu via a televisão como algo que me entusiasmava. Principalmente nesta época natalícia onde tínhamos a oportunidade de sonhar com os brinquedos que passavam nos intervalos. Eram tão poucos os anúncios de brinquedos que se tornava fácil, nos dias seguintes ao Natal, conseguir ter acesso a esses brinquedos. Bastávamos trocar de brinquedos no grupo de amigos!

Era uma altura onde a troca, a partilha de brinquedos era normal. E mais, os brinquedos de amigos ou primos mais velhos, passavam para os amigos ou primos mais novos, de uma forma tão normal que nem nos passava pela cabeça que isso não acontecesse.

A minha primeira bicicleta foi a primeira dos meus irmão mais velhos. A minha trotinete foi antes a trotinete dos meus irmãos.

Mas também era uma época em que a descriminarão sexual pela posse de brinquedos era mais acentuada. Bonecas para as meninas, carrinhos para os rapazes. Os jogos, as cartas, a plasticina, os berlindes, os ‘Lego’ eram unissexo. Também não havia muito mais.
Eu sofri na pele essa discriminação! O carrinho de rolamentos, que eu insistentemente pedia ao Pai Natal, mas que ele se enganava constantemente e o oferecia ao meu irmão (o rapaz da casa). Até hoje nunca tive um carrinho de rolamentos.

Saudades dos anos 80.

2 comentários:

Claudia Appelt disse...

à escolha da foto não foi ao acaso. O quarto do Topo Gigio era algo que dizia quando acabava a apresentação do ratinho. E era hora de ir para a cama. Agora gosto de ir para a cama, no meu novo quarto:)

Claudia Sousa Dias disse...

eheh...era um rato superfofinho que eu sempre quis levar para casa.

mas a falar e tudo!

nada desses bonecos mumificados que apareciam nas lojas.

eu queria era o ratinho da televisão que mexia as orelhas e os bigodes enquanto conversava...