Hoje, porque se iniciou mais um período de férias, resolvi passar um dia diferente com a Inês e com a Beatriz.
Tenho estado muito por casa e não queria que elas passassem todo o dia fechadas. Certo é que não esteve um dia de sol radiante, mas não há necessidade de ficar em casa ou ir para o centro comercial todo o dia. Assim, eu e as meninas fomos até à Povoa do Varzim de metro. Então entramos em Gaia na linha amarela e saímos na Trindade para apanhar a linha vermelha. Mas enganamos-nos e fomos para a roxa (ou vice versa) e tivemos de sair em Verdes para mudar de linha. Finalmente chegamos à Póvoa. Aí, olhamos para todos os lados e voltamos para trás. Estava a chover e não nos apeteceu andar à chuva. metemo-nos no metro e voltamos para casa. Desta feita fomos até Trindade e depois voltamos a apanhar a linha amarela, mas como é meu habito (por falta de orientação) fomos para norte em vez de sul. Saímos em Faria de Guimarães e voltamos para o metro. Saímos nos Aliados. Chovia imenso. Fomos à Macdonald (meu restaurante favorito) e apanhamos o comboio em São Bento em direcção a Francelos.
Passamos a tarde toda a andar de metro.
Dia diferente dos outros. Estou cansada.
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
conclusão brilhante

By Beatriz Teles
"Quem nasceu primeiro?
A galinha ou o ovo?"
É uma pergunta que se costuma fazer e que merece muitas teses para conclusões.
Já alguém descobriu a verdadeira ordem?
Sim. A Beatriz.
Esta simples rapariga, que adora tocar guitarra (e que quem já a ouviu como eu, rende-se à sua harmonia) encontrou a resposta: OS OVOS NASCEM?
quinta-feira, 25 de março de 2010
Raízes
Com brincadeira digo: a minha sobrinha é o fruto de gerações de emigrações e imigrações.
O meu irmão nascido em Portugal, com um nome alemão e italiano, filho de pai alemão, e a mãe neta de italianos. Casou com uma inglesa, filha de italianos a residir em Inglaterra. A minha sobrinha irá falar português, italiano e inglês.
Se eu me sentia desenraizada, como se irá sentir a minha sobrinha?
Estou ansiosa de a ter no meu colo. Custa ter a família dispersa.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Menopausa precoce
16 perguntas que esclarecem dúvidas: http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/ver.html?id=784421&pagina=1
Porque eu fui apanhada desprevenida.
Estou a aceitar o facto.
Já me mentalizei para as consequências.
Estou a trabalhar para minimizar os efeitos sequndários mas não está a ser fácil.
É um desabafo.
Porque eu fui apanhada desprevenida.
Estou a aceitar o facto.
Já me mentalizei para as consequências.
Estou a trabalhar para minimizar os efeitos sequndários mas não está a ser fácil.
É um desabafo.
domingo, 21 de março de 2010
Afurada
Desde há umas semanas que tenho um pequeno ritual de fim-de-semana. Não é meu habito fazer algo por rotina, mas esta está a agradar-me. Todos os sábados e domingos de manhã vamos tomar o pequeno-almoço à Afurada. Ao Sábado damos, depois, uma volta pela feira e ao Domingo compramos regueifa. Depois caminhamos cerca de uma hora, enquanto os miúdos estão no treino.
Como vamos sempre ao mesmo local as pessoas começam a conhecer-nos e por vezes conseguimos fazer parte das brincadeiras e conversas de circunstância. Na próxima semana já nem devemos ter de fazer o pedido, já sabem quase de cor o que queremos: regueifa a sair do forno com manteiga e dois galões (um de cevada) claros e mornos (embora venham sempre a escaldar).
Há medida que vamos à Afurada e nos vão vendo por lá, começamos a fazer parte daquele cenário. É curioso como há coisas que não mudam, e outras que, sem mudar muito, se notam diferenças.
O preto é cor predominante. O Luto faz-se, para sempre.
O ouro é vistoso. Nas orelhas, nos dedos. Brincos e aneís grossos. Os dotes, as poupanças das famílias penduradas nas orelhas. Mesmo as mais jovens ostentam brincos dourados e grandes. Mas os das mais velhas tem pedras e brilhantes.
Os aventais nas mais velhas são elaborados, bordados com bolsos. As mais novas já não usam. Nem os xailes. Mas os aventais e os xailes já não são como dantes. "Vamos aos 300", diz uma. "Vi um avental que quero levar". As lojas de 300 (que embora já não o sejam conseguiram ficar com o nome) e as lojas dos chineses conseguiram dar uma lufada de ar fresco às pesadas roupas destas gentes. Os chinelos foram substituídos pelas 'crocs', os xailes pelos polares, as meias de lã pelas leggings. Os aventais são mais finos, mais coloridos e mais baratos. As saias tem lantejoulas, as blusas com brilho e dourados.
Sempre que me sento na mesa da padaria reparo nas mesmas pessoas. As três amigas que se encontram para irem caminhar. A família de ciganos que leva o frango e compra o pão e as bebidas para acompanhar. O casal que só lá vai tomar um café. As conversas de rotina.
Gosto deste ambiente. Sinto-me bem. Como se pertencesse a ele.
Como vamos sempre ao mesmo local as pessoas começam a conhecer-nos e por vezes conseguimos fazer parte das brincadeiras e conversas de circunstância. Na próxima semana já nem devemos ter de fazer o pedido, já sabem quase de cor o que queremos: regueifa a sair do forno com manteiga e dois galões (um de cevada) claros e mornos (embora venham sempre a escaldar).
Há medida que vamos à Afurada e nos vão vendo por lá, começamos a fazer parte daquele cenário. É curioso como há coisas que não mudam, e outras que, sem mudar muito, se notam diferenças.
O preto é cor predominante. O Luto faz-se, para sempre.
O ouro é vistoso. Nas orelhas, nos dedos. Brincos e aneís grossos. Os dotes, as poupanças das famílias penduradas nas orelhas. Mesmo as mais jovens ostentam brincos dourados e grandes. Mas os das mais velhas tem pedras e brilhantes.
Os aventais nas mais velhas são elaborados, bordados com bolsos. As mais novas já não usam. Nem os xailes. Mas os aventais e os xailes já não são como dantes. "Vamos aos 300", diz uma. "Vi um avental que quero levar". As lojas de 300 (que embora já não o sejam conseguiram ficar com o nome) e as lojas dos chineses conseguiram dar uma lufada de ar fresco às pesadas roupas destas gentes. Os chinelos foram substituídos pelas 'crocs', os xailes pelos polares, as meias de lã pelas leggings. Os aventais são mais finos, mais coloridos e mais baratos. As saias tem lantejoulas, as blusas com brilho e dourados.
Sempre que me sento na mesa da padaria reparo nas mesmas pessoas. As três amigas que se encontram para irem caminhar. A família de ciganos que leva o frango e compra o pão e as bebidas para acompanhar. O casal que só lá vai tomar um café. As conversas de rotina.
Gosto deste ambiente. Sinto-me bem. Como se pertencesse a ele.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia de...
Estamos a chegar ao dia do Pai.
Passamos o dia da Mulher.
Dentro de dias será o Dia da Árvore, dia da Criança, dia da Mãe, ainda antes, o dia dos Ramos, entre muitos outros dias.
Acredito e aceito e entendo a importância e o significado de alguns destes dias. O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. Com o Dia da Mulher, que este ano comemorou 100 anos, pretendeu-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
O Dia da Criança, em 1950 veio trazer o reconhecimento, dos estados-membros das Nações Unidas, das crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a afecto, amor e compreensão; alimentação adequada; cuidados médicos, educação gratuita; protecção contra todas as formas de exploração; crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Estes dias são importantes para a nossa sociedade, para a condição humana, fazem parte da nossa história.
Mas dias como, o dia do pai, da mãe, do cão, do gato, do animal de estimação, do namorado, do vizinho, etc, são pretextos comerciais para comprar prendas. Quando quero oferecer uma prenda, ofereço. Não preciso de um dia para o fazer.
E mais, agora que sou tia, não haverá um dia da Tia?
Numa pesquisa rápida pelo Google vi que poderia ser o dia 25 de Setembro.
Mas há dias para tudo!
Desde o dia da Cidade, de Santos, Reis, namorados, ascendentes e descendentes, da defesa, da árvore, da secretária, etc.
Abusamos dos dias para tudo. Serão assim todos tão importantes que mereçam ter um dia inteiro? Porque não escolhem um dia ou dois por ano, faz-se feriado e comemoramos o que nos apetecer. Batizando esse dia de Feriado do Dia Comemorativo. E mais nada.
Bom dia Comemorativo para todos.
Passamos o dia da Mulher.
Dentro de dias será o Dia da Árvore, dia da Criança, dia da Mãe, ainda antes, o dia dos Ramos, entre muitos outros dias.
Acredito e aceito e entendo a importância e o significado de alguns destes dias. O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. Com o Dia da Mulher, que este ano comemorou 100 anos, pretendeu-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.
O Dia da Criança, em 1950 veio trazer o reconhecimento, dos estados-membros das Nações Unidas, das crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a afecto, amor e compreensão; alimentação adequada; cuidados médicos, educação gratuita; protecção contra todas as formas de exploração; crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.
Estes dias são importantes para a nossa sociedade, para a condição humana, fazem parte da nossa história.
Mas dias como, o dia do pai, da mãe, do cão, do gato, do animal de estimação, do namorado, do vizinho, etc, são pretextos comerciais para comprar prendas. Quando quero oferecer uma prenda, ofereço. Não preciso de um dia para o fazer.
E mais, agora que sou tia, não haverá um dia da Tia?
Numa pesquisa rápida pelo Google vi que poderia ser o dia 25 de Setembro.
Mas há dias para tudo!
Desde o dia da Cidade, de Santos, Reis, namorados, ascendentes e descendentes, da defesa, da árvore, da secretária, etc.
Abusamos dos dias para tudo. Serão assim todos tão importantes que mereçam ter um dia inteiro? Porque não escolhem um dia ou dois por ano, faz-se feriado e comemoramos o que nos apetecer. Batizando esse dia de Feriado do Dia Comemorativo. E mais nada.
Bom dia Comemorativo para todos.
Convite para...
Pensei que já tinha passado esta fase, dos convites que não são propriamente convite.
A definição de convite no dicionário Universal Fundamental da Língua Portuguesa, da Texto Editora (6ª Edição, Lisboa, 2002) é tão somente "acto de convidar; modo por que se convida". Convidar: solicitar a comparência de alguém para tomar parte em algum facto; oferecer-se."
Se é solicitar a comparência é algo que nós, quem convida, gostaríamos. Portanto quando eu convido eu estou a oferecer algo em troca da comparência. Nos dias que correm é frequente recebermos convites que não são mais do que bilhetes que teremos de pagar, de uma maneira ou de outra. Quando sou convidada para um jantar, que não seja em casa de alguém, é usual eu ter a despesa da minha parte do jantar. Quando se recebe um convite para a inauguração de um bar é frequente consumir pelo menos uma bebida, para pagar o consumi mínimo obrigatório.
Quando a minha filha chega a casa com um convite para um aniversário que vai ser, como tem sido mais habiual, uma ida ao shopping para jantar e ir ao cinema ou bowlling, tem de levar dinheiro para todas as actividades (e em alguns casos, a prenda de aniversário).
Eu sempre me debati contra este tipo de convite. Sempre que convido alguém para o meu aniversário, faço questão de oferecer o jantar, ou lanche, ou para o que convido. Creio que em 35 anos, houve apenas um ano que eu não ofereci o jantar. De resto, quando convido, é mesmo convite. Faço questão de ensinar a minha filha a fazer o mesmo. No aniversário dela, se convidamos oferecemos. Nós é que queremos festejar junto daquelas pessoas. Não temos o direito de dizer: 'anda jantar mas trás a carteira porque vais pagar a tua parte'. Não aceito a crise como desculpa, pois desde a minha adolescência que verifico isto (também é verdade que sempre vivi num país em crise, pois nasci em 1974, e crise foi sempre uma palavra dita, escrita, ouvida).
De qualquer forma, creio que o 'convite' está a perder o seu valor, o seu significado.
Será uma boa altura de pensar em criar o DIA DO CONVITE!
A definição de convite no dicionário Universal Fundamental da Língua Portuguesa, da Texto Editora (6ª Edição, Lisboa, 2002) é tão somente "acto de convidar; modo por que se convida". Convidar: solicitar a comparência de alguém para tomar parte em algum facto; oferecer-se."
Se é solicitar a comparência é algo que nós, quem convida, gostaríamos. Portanto quando eu convido eu estou a oferecer algo em troca da comparência. Nos dias que correm é frequente recebermos convites que não são mais do que bilhetes que teremos de pagar, de uma maneira ou de outra. Quando sou convidada para um jantar, que não seja em casa de alguém, é usual eu ter a despesa da minha parte do jantar. Quando se recebe um convite para a inauguração de um bar é frequente consumir pelo menos uma bebida, para pagar o consumi mínimo obrigatório.
Quando a minha filha chega a casa com um convite para um aniversário que vai ser, como tem sido mais habiual, uma ida ao shopping para jantar e ir ao cinema ou bowlling, tem de levar dinheiro para todas as actividades (e em alguns casos, a prenda de aniversário).
Eu sempre me debati contra este tipo de convite. Sempre que convido alguém para o meu aniversário, faço questão de oferecer o jantar, ou lanche, ou para o que convido. Creio que em 35 anos, houve apenas um ano que eu não ofereci o jantar. De resto, quando convido, é mesmo convite. Faço questão de ensinar a minha filha a fazer o mesmo. No aniversário dela, se convidamos oferecemos. Nós é que queremos festejar junto daquelas pessoas. Não temos o direito de dizer: 'anda jantar mas trás a carteira porque vais pagar a tua parte'. Não aceito a crise como desculpa, pois desde a minha adolescência que verifico isto (também é verdade que sempre vivi num país em crise, pois nasci em 1974, e crise foi sempre uma palavra dita, escrita, ouvida).
De qualquer forma, creio que o 'convite' está a perder o seu valor, o seu significado.
Será uma boa altura de pensar em criar o DIA DO CONVITE!
domingo, 14 de março de 2010
"Conta-me como foi"
Não resisto.
É o terceiro ano consecutivo que dá esta série simplesmente genial, da RTP.
Para mim, a melhor série televisiva portuguesa, que não só me faz recordar algumas coisas da minha infância (só nasci em 1974 mas é como se já tivesse nascido há muito mais tempo, acreditem, tenho uma memória para estas coisas da TV que até me questiono se não terei nascido em 1964, mas adiante) e coisas que ouvia falar e que não acreditava ser possíveis (sim, porque graças à minha educação, tudo que era anterior ao 25 era bom, e não me culpo de acreditar que sim, nem à minha mãe que me educou, e muito bem, por me fazer acreditar que era tudo bom), mas de facto nem tudo era assim tão bom (mas também não o é agora, e já passaram 35 anos).
Esta série devia fazer parte dos serões de domingo de todas as famílias portuguesas, residentes ou não em Portugal. Creio que é o melhor guia histórico, o melhor documentário e diário de uma família, que vou considerar típica. Não me revejo nesta família, talvez porque não tive nunca primos em França, avós na aldeia, nem sequer os meus pais estiveram casados muito tempo, mas revejo a família de muitos amigos de escola, de vizinhos e conhecidos.
Sempre tive uma invejazinha destas famílias, grandes, confusas, com muito barulho, com casa na aldeia, e o Natal na terra.
Eu era de uma família muito moderna e atípica para a altura. Mono parental, filha de estrangeiro, com mãe trabalhadora e casa na praia, mas sem raízes aldeãs, sem 'terra' e as férias eram passadas no campismo.
Aconselho vivavemente a ver a série "Conta-me como foi" na RTP, todos os Domingos. Só isto me faz ligar a TV na RTP e ter de esperar que o prof. Marcelo se cale!
É o terceiro ano consecutivo que dá esta série simplesmente genial, da RTP.
Para mim, a melhor série televisiva portuguesa, que não só me faz recordar algumas coisas da minha infância (só nasci em 1974 mas é como se já tivesse nascido há muito mais tempo, acreditem, tenho uma memória para estas coisas da TV que até me questiono se não terei nascido em 1964, mas adiante) e coisas que ouvia falar e que não acreditava ser possíveis (sim, porque graças à minha educação, tudo que era anterior ao 25 era bom, e não me culpo de acreditar que sim, nem à minha mãe que me educou, e muito bem, por me fazer acreditar que era tudo bom), mas de facto nem tudo era assim tão bom (mas também não o é agora, e já passaram 35 anos).
Esta série devia fazer parte dos serões de domingo de todas as famílias portuguesas, residentes ou não em Portugal. Creio que é o melhor guia histórico, o melhor documentário e diário de uma família, que vou considerar típica. Não me revejo nesta família, talvez porque não tive nunca primos em França, avós na aldeia, nem sequer os meus pais estiveram casados muito tempo, mas revejo a família de muitos amigos de escola, de vizinhos e conhecidos.
Sempre tive uma invejazinha destas famílias, grandes, confusas, com muito barulho, com casa na aldeia, e o Natal na terra.
Eu era de uma família muito moderna e atípica para a altura. Mono parental, filha de estrangeiro, com mãe trabalhadora e casa na praia, mas sem raízes aldeãs, sem 'terra' e as férias eram passadas no campismo.
Aconselho vivavemente a ver a série "Conta-me como foi" na RTP, todos os Domingos. Só isto me faz ligar a TV na RTP e ter de esperar que o prof. Marcelo se cale!
sexta-feira, 12 de março de 2010
livro que ando a ler
Depois de muito procurar e de seguir algumas recomendações de leitura eis que encontro um livro que é uma doçura, não só pelo forma como é escrito, como pela autenticidade das palavras, mas principalmente porque consigo colocar-me na pele do observador e ver as coisas como ele. De facto eu não sou igual a tantos outros. Acho que um dia vou ser excluída da sociedade :)

O Papalagui, o Branco, o Estrangeiro, visto por um chefe de tribo, tiavéa de tuiavii, que relata o homem branco como o vê. É a oportunidade de nos vermos pelos olhos do outro. Estamos habituados a ver os outros, a observar os outros, como outros, e este livro mostra que nós próprios somos o outro aos olhos de outros.
Li este livro já há muito tempo, e na altura não lhe dei a devida importância, talvez pela quantidade de leitura obrigatória e pela falta de tempo. Hoje revejo o livro e delicio-me com as descrições, tão fiáveis e delicadas, que dá vontade de sair da pele de homem branco e fugir para um local onde as imposições da sociedade, das regras, do código de vestuário não seja tão complexo, tão comercial e tão interesseiro quanto o nosso.

O Papalagui, o Branco, o Estrangeiro, visto por um chefe de tribo, tiavéa de tuiavii, que relata o homem branco como o vê. É a oportunidade de nos vermos pelos olhos do outro. Estamos habituados a ver os outros, a observar os outros, como outros, e este livro mostra que nós próprios somos o outro aos olhos de outros.
Li este livro já há muito tempo, e na altura não lhe dei a devida importância, talvez pela quantidade de leitura obrigatória e pela falta de tempo. Hoje revejo o livro e delicio-me com as descrições, tão fiáveis e delicadas, que dá vontade de sair da pele de homem branco e fugir para um local onde as imposições da sociedade, das regras, do código de vestuário não seja tão complexo, tão comercial e tão interesseiro quanto o nosso.
lista de manifestações a fazer

Sempre quis organizar uma manifestação, de algo que valesse mesmo a pena.
Mas como quero ter muitos seguidores, vou deixar aqui uma lista que gostaria que fosse completada pelos meus leitores, de temas de eventuais manifestações.
Eu começo:
Manifestação
- contra os óculos de sol quando não está sol
- contra a hipocrisia
- a favor dos beijos, dos abraços e do amor
- a favor das gargalhadas de fazer doer a barriga
- a favor da macdonald, das batatas fritas e dos gelados
- contra os atletas de domingo
- contra os pic-nic de passeio, de rotundas e de saídas de emergência da IP5
- __________________________
- __________________________
Deixem as vossas sugestões.
- contra o barulho a comer pipocas no cinema
- contra os preço dos bilhetes de cinema
- contra as filas (de transito, no supermercado, na sportzone, nas bombas de gasolina)
Tempo e mau tempo
Tenho tido mais tempo para reflectir, para pensar, para ler, para cuidar de mim.
Não pelas melhores razões, ter este tempo, mas de facto este tempo é precioso para mim.
Desde há muitos anos que não tenho este tempo para mim. Até aos 20 anos tive o tempo só para mim. Desde essa altura que o tempo é repartido, ou pela família, pelos estudos, pelo trabalho. Neste momento o tempo é meu. É dedicado a mim.
O mau tempo que assola este inverno, que tantos estragos tem feito tem feito com que muitas pessoas dediquem tempo a esta 'causa' (não a da colcha, por pena minha, mas à causa do mau tempo). Fazem-se programas televisivos dedicados ao mau tempo, a publicidade é dedicada ao mau tempo, há debates, discussões, entrevistas, investigações ao mau tempo. E o tempo que se consegue para isso tudo? Porque não dedicam tempo para o bom tempo? Creio que as pessoas gostam de perder tempo com coisas más, a relembrar o que não é bom, o que merece ser esquecido. Podemos trabalhar para melhorar a sociedade, mas temos que falar sempre do que é mau? Porque todos os dias vemos e ouvimos o que já sabemos? Não tenho tempo para tão mau tempo.
Quero ter tempo para o bom tempo.
Não pelas melhores razões, ter este tempo, mas de facto este tempo é precioso para mim.
Desde há muitos anos que não tenho este tempo para mim. Até aos 20 anos tive o tempo só para mim. Desde essa altura que o tempo é repartido, ou pela família, pelos estudos, pelo trabalho. Neste momento o tempo é meu. É dedicado a mim.
O mau tempo que assola este inverno, que tantos estragos tem feito tem feito com que muitas pessoas dediquem tempo a esta 'causa' (não a da colcha, por pena minha, mas à causa do mau tempo). Fazem-se programas televisivos dedicados ao mau tempo, a publicidade é dedicada ao mau tempo, há debates, discussões, entrevistas, investigações ao mau tempo. E o tempo que se consegue para isso tudo? Porque não dedicam tempo para o bom tempo? Creio que as pessoas gostam de perder tempo com coisas más, a relembrar o que não é bom, o que merece ser esquecido. Podemos trabalhar para melhorar a sociedade, mas temos que falar sempre do que é mau? Porque todos os dias vemos e ouvimos o que já sabemos? Não tenho tempo para tão mau tempo.
Quero ter tempo para o bom tempo.
terça-feira, 9 de março de 2010
Frases do quotidiano da causa da colcha
'Presos pelo velcro'
'Óvivero ou em directo'
'Se faz piu piu, cuidado que pode ser um dinaussauro'
'Óvivero ou em directo'
'Se faz piu piu, cuidado que pode ser um dinaussauro'
quarta-feira, 3 de março de 2010
Palavra vs Homem
Desde quando é que a palavra de honra deixou de fazer parte do vocabulário?
Desde quando é que tudo que é dito tem de ser escrito para valer como palavra?
Deixou de haver honra na palavra?
Deixamos de ser homens de honra?
Passamos de uma sociedade em que a honra, os valores, a palavra eram respeitadas por si só, para uma sociedade em que o documento devidamente validado pela entidade competente é que vale. Não adiante dizer. Tem de ser escrito.
E mais grave, para mim, é quando a palavra escrita substituiu por completo a palavra oral.
Não telefono, mando um sms, um fax, um e-mail.
Não convivo, faço parte de redes sociais.
Não converso frente a frente, teclo no mns.
Que estupidez!
Desde quando é que tudo que é dito tem de ser escrito para valer como palavra?
Deixou de haver honra na palavra?
Deixamos de ser homens de honra?
Passamos de uma sociedade em que a honra, os valores, a palavra eram respeitadas por si só, para uma sociedade em que o documento devidamente validado pela entidade competente é que vale. Não adiante dizer. Tem de ser escrito.
E mais grave, para mim, é quando a palavra escrita substituiu por completo a palavra oral.
Não telefono, mando um sms, um fax, um e-mail.
Não convivo, faço parte de redes sociais.
Não converso frente a frente, teclo no mns.
Que estupidez!
Óculos Escuros
Há dias folheava uma das revistas ‘cor-de-rosa’ que mostrava umas fotografias de gente famosa no funeral da Sr.ª D. Rosa Lobato de Faria. Fiquei curiosa em tentar perceber o porquê de quase todas as pessoas mostradas exibirem os seus óculos escuros. Depois comecei a pensar sobre o assunto e estar mais atenta e confesso que me surgiram dúvidas.
Usam os óculos escuros para esconder as emoções? Ou para mostrarem a falta de emoções? Quando eu estou triste não tenho qualquer pudor em mostrar a minha tristeza, faz parte de mim, faz parte do ser humano ser emocional. Creio que as emoções fazem muita diferença entre nós – seres humanos – e os outros seres. Uma pedra não tem sentimentos, não chora. (Mas conseguimos perfurá-la, com a persistência necessária). Fiquei a pensar nesta falta de emoções. Se alguém ‘famoso’ esconde a cara quando é suposto estar triste como querem que nós, os ‘não famosos’ que consomem essas revistas, acreditem que estão felizes quando mostram os sorrisos colgate? Eu não acredito! Como não acredito nessa felicidade também posso não acreditar na tristeza.
E não é só nas revistas que vemos essas falta de emoções. Cada vez se vem mais pessoas de óculos escuros, durante o dia, durante a noite, em espaços fechados, na rua, e nem sempre está tanto sol que justifique a sua utilização. Passou a ser uma moda. Passou a ser aceite não mostrar os olhos, o espelho da alma. Passou a ser aceite não mostrar as emoções. Como posso aceitar a palavra de alguém que não me olha nos olhos. Para mim os óculos escuros passaram a ser a máscara social perfeita. Tapa o mais importante da face, disfarça o tempo que passa por nós e ninguém nos questiona o porque de não os tirarmos.
Agravando ainda aquela sensação de má educação, de estar a falar com alguém que não é capaz de tira-los nem para nos cumprimentar, ou quando conhecemos alguém, nem os olhos podemos ver, pelo que não conhecemos verdadeiramente a pessoa. Por detrás dessa mascara esconde-se muito.
Devíamos fazer um abaixo-assinado para eleger o dia dos sem óculos de sol!
Usam os óculos escuros para esconder as emoções? Ou para mostrarem a falta de emoções? Quando eu estou triste não tenho qualquer pudor em mostrar a minha tristeza, faz parte de mim, faz parte do ser humano ser emocional. Creio que as emoções fazem muita diferença entre nós – seres humanos – e os outros seres. Uma pedra não tem sentimentos, não chora. (Mas conseguimos perfurá-la, com a persistência necessária). Fiquei a pensar nesta falta de emoções. Se alguém ‘famoso’ esconde a cara quando é suposto estar triste como querem que nós, os ‘não famosos’ que consomem essas revistas, acreditem que estão felizes quando mostram os sorrisos colgate? Eu não acredito! Como não acredito nessa felicidade também posso não acreditar na tristeza.
E não é só nas revistas que vemos essas falta de emoções. Cada vez se vem mais pessoas de óculos escuros, durante o dia, durante a noite, em espaços fechados, na rua, e nem sempre está tanto sol que justifique a sua utilização. Passou a ser uma moda. Passou a ser aceite não mostrar os olhos, o espelho da alma. Passou a ser aceite não mostrar as emoções. Como posso aceitar a palavra de alguém que não me olha nos olhos. Para mim os óculos escuros passaram a ser a máscara social perfeita. Tapa o mais importante da face, disfarça o tempo que passa por nós e ninguém nos questiona o porque de não os tirarmos.
Agravando ainda aquela sensação de má educação, de estar a falar com alguém que não é capaz de tira-los nem para nos cumprimentar, ou quando conhecemos alguém, nem os olhos podemos ver, pelo que não conhecemos verdadeiramente a pessoa. Por detrás dessa mascara esconde-se muito.
Devíamos fazer um abaixo-assinado para eleger o dia dos sem óculos de sol!
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