domingo, 14 de março de 2010

"Conta-me como foi"

Não resisto.
É o terceiro ano consecutivo que dá esta série simplesmente genial, da RTP.
Para mim, a melhor série televisiva portuguesa, que não só me faz recordar algumas coisas da minha infância (só nasci em 1974 mas é como se já tivesse nascido há muito mais tempo, acreditem, tenho uma memória para estas coisas da TV que até me questiono se não terei nascido em 1964, mas adiante) e coisas que ouvia falar e que não acreditava ser possíveis (sim, porque graças à minha educação, tudo que era anterior ao 25 era bom, e não me culpo de acreditar que sim, nem à minha mãe que me educou, e muito bem, por me fazer acreditar que era tudo bom), mas de facto nem tudo era assim tão bom (mas também não o é agora, e já passaram 35 anos).
Esta série devia fazer parte dos serões de domingo de todas as famílias portuguesas, residentes ou não em Portugal. Creio que é o melhor guia histórico, o melhor documentário e diário de uma família, que vou considerar típica. Não me revejo nesta família, talvez porque não tive nunca primos em França, avós na aldeia, nem sequer os meus pais estiveram casados muito tempo, mas revejo a família de muitos amigos de escola, de vizinhos e conhecidos.
Sempre tive uma invejazinha destas famílias, grandes, confusas, com muito barulho, com casa na aldeia, e o Natal na terra.
Eu era de uma família muito moderna e atípica para a altura. Mono parental, filha de estrangeiro, com mãe trabalhadora e casa na praia, mas sem raízes aldeãs, sem 'terra' e as férias eram passadas no campismo.
Aconselho vivavemente a ver a série "Conta-me como foi" na RTP, todos os Domingos. Só isto me faz ligar a TV na RTP e ter de esperar que o prof. Marcelo se cale!

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