segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A minha tiróide

Odeio a minha tiróide.

Não a conhecia. Mas há uns anos resolveu fazer-me uma visita.
Tive um período na minha vida que estava completamente descontrolada, emocionalmente, fisicamente e psicologicamente e sem saber estava com um hipertiroidismo.
Talvez agora entenda alguns comportamentos meus. E na boa das verdades, fico contente por esses comportamentos.
Depois de uns meses de repouso forçado e de vigilância constante os valores estabilizaram. Vida santa, por uns tempos.

Até que a minha tiróide resolveu voltar a vir visitar-me. Mas desta vez resolveu vir de hipo, não de hipopótamo, mas para lá caminho (exagero). Mas sinceramente desagrada-me estar com hipotiroidismo. Seja que hipo for é mau.

Tenho frio, ando sempre cansada, a memória já não é a mesma, tento que o meu peso não aumente muito, tenho a pele e o cabelo secos (e só hoje me apercebi que o cabelo e a pele secos era por causa da tiróide).

Depois não crio defesas suficientes, ou auto imunidade e ando sempre constipada. Tomo vitamina C em comprimidos porque tenho uma capacidade reduzida em converter o betacaroteno (que se encontra em alguns frutos e legumes cor de laranja e legumes de folha verde-escura, e teria de comer muitos legumes e muita fruta para conseguir ter as doses necessárias) em vitamina A.

Depois é o resto, as dores de costas, as articulações, nos músculos.
Sério. Com a idade que tenho sinto-me uma velha.

E isto acontece porque? Por falta de iodo!!!! Iodo!? Vivo num dos locais com mais iodo por metro quadrado e tenho falta de iodo.

A verdade é que os problemas de tiróide podem aparecer em qualquer altura e a qualquer pessoa. Convém sempre ter atenção aos sintomas. Tudo que acharem que não é normal é porque não é normal. Acreditem em mim.

Não vou ficar inválida, nem incapacitada nem nada disso. Tenho de tratar, estar atenta, e saber lidar comigo nos dias menos bons, como hoje, e pensar que amanhã vai ser melhor.

Fica o meu desabafo de hoje.

Preciso de livros


Estava a ver o que tinha para ler, e para quem não é muito apreciadora de leitura, até que tenho muitos livros, mas muitos mesmo.

Olho para as prateleiras, para os títulos, vejo os prefácios e nada, mas nada mesmo me interessa.

Estou com uma falta de imaginação literária.

Gostava que alguém conseguisse decifrar os meus gostos e me dissesse que livro ei-de ler agora.

Será que alguém me conhece assim tão bem que me dê umas dicas?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nuvens

Estou encantada. Não dei a devida atenção nas aulas de geografia, quando estudamos a meteorologia, mas hoje recordaram-me os nomes de algumas nuvens. Fiquei curiosa e então resolvi fazer uma pequena pesquisa.

Então temos nuvens:

Altas, médias e baixas. Não é dificil de identificar as mesmas.

As altas podem ser:
Cirrus, cirrostratos e cirrocumulus







As médias:
Altocumulus e Altostratus

As baixas:
Cumulus, cumulonimbus, stratus, stratocumulus e e nimbostratus





Fiquei a pensar nas nuvens.

Agora quando olhar para o céu, e vir nuvens, vou ver cumulus, ou stratus ou cirrus.

E também fiquei a pensar que alguns livros tem umas personagens com uns nomes muito parecidos com as nuvens...

Imagens, decoração, mau gosto generalizado

Este fim-de-semana fui ver um novo espaço, numa galeria comercial, na minha zona de residência, e fiquei chocada com a falta de gosto do espaço. Mas mais grave que a (minha opinião à) falta de gosto foi quando soube o valor que eventualmente pagarão para ter aquele espaço aberto, o quanto terão gasto na decoração e o mau ar que tinha.
Era tudo novo, azul e aveludado. Com cadeirões enormes e banquinhos minúsculos, sem qualquer organização do espaço. Uma coisa é certa, quem decorou fê-lo com o seu gosto e com todo o amor e carinho de quem decora a sua casa. O napron, a estatueta do tradicional empregado negro com tabuleiro na mão, o sapo de cerâmica na entrada e a imagem do santo António faziam parte da decoração.


Mas, para ajudar, no meio desse luxo de azul e veludo um palco em pinho, sem qualquer tratamento, com um pedaço de cartão num dos cantos (para equilibrar a fraca qualidade do mesmo) e com um pano por cima, em que apenas tapava metade do palco, e ainda por cima com duas mesas e duas cadeiras colocadas em cima... acreditem...é muito mau, mesmo! E não consigo fazer a descrição real a tudo. Só vendo! Se alguém quiser a morada eu dou.

Depois desta imagem lembrei-me de outras pequenas coisas que vejo todos os dias.
Hoje, do edifício onde trabalho, no meu 8º piso, vejo todo um restaurante, que tem alguma qualidade, e que se paga por ela. No pátio superior, onde estão os aparelhos do ar condicionado, que tiveram o cuidado de não os colocarem à vista dos clientes, mas aos olhos de um 8.º piso não escapam, tinham sacos, caixotes e sei lá que mais. Está certo, da rua não se vê, lá dentro também não, e de dentro muito menos. Mas grande parte dos clientes daquele estabelecimento é de edifícios como o meu...vê-se tudo.

Depois vou a sítios mais pequenos. Uma confeitaria, onde tinham uns snack muito bons, um leite creme delicioso, mas...estavam a limpar o pó do candeeiro que fica por cima dos bolos, e que não tem qualquer protecção, com os clientes a verem? Imagino o que fazem quando os clientes não estão lá.

Ou, o espaço de péssimo funcionamento, com as caixas por baixo do lavatório que fica à vista de todos, ou a lista telefónica a fazer de prateleira, ou o tabuleiro partido nos cantos...
Sinceramente, está-me a faltar memória para me lembrar de todas as falhas que se encontram no comercio, e que não percebo como é que as pessoas que lá trabalham não são capazes de rectificar. E depois, ó....que pena.....não deu resultado....tanto investimento. Enfim, um desabafo ao maus gosto, à péssima decoração e à má imagem que os proprietários dos estabelecimentos dão aos seu próprios negócios.
Cuidem-se.
Há muita concorrência e pouca paciência dos clientes (ou não)!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Papéis

Julgo que isto acontece a muita gente, a mim frequentemente.
Vou acumulando na minha carteira, porta moedas, bolsos, carro, gaveta da mesinha de cabeceira, uma série de papeis, envelopes, cartas, talões, apontamentos, tudo em papel.
Todos estes 'documentos' deixam de ter utilidade mal os guardo nos locais acima mencionados. Há um dia qualquer que decido limpar a papelada. A carteira ou porta moedas é geralmente limpa quando estou à espera de algo, por exemplo, na sala de espera do consultório. O carro quando estou parada no transito, mas vai tudo parar aos bolsos. Os bolsos quando chego à empresa passo no mini eco ponto e despejo tudo. A gaveta é organizada quando já não fecha, e então retiro tudo e organizo por assuntos em pastas. Mas no meio disto tudo é a quantidade de papel que acaba por ir para o contentor. A quantidade de envelopes DM, de porte pago, de panfletos dos bancos, de publicidade, de talões do multibanco, das compras do super mercado que se juntam é impressionante.
Tenho de me habituar a não tirar talão no multibanco. Aderir ao extracto bancário pela net. Juntar os talões das compras e do combustível para os recados em casa, ou para as listas do super mercado. Vou juntar os panfletos do banco e entregá-los lá, para que eles voltem a usá-los... hihihih
Tenho usados as revistas para a remodelação de moveis velhos, ainda não fiz com talões das compras, mas acho que é uma boa ideia!!!
Vou fazer a diferença, nem que não seja em minha casa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mais um livro apaixonante



Comecei a ler este verão o livro 'Comer Orar Amar' de Elizabeth Gilbert, recomendado por uma querida amiga.

Desde o verão que dedilho as páginas deste livro e sonho em ser a personagem principal.
Gostaria de ter tido, ou de ter, a sua coragem de deixar tudo para trás e partir à aventura. A causa de tal acontecer poderia ser simplesmente porque me apetecia, e não necessariamente a causa da personagem da estória: um divorcio, uma crise existencial. Simplesmente queria ter este sentimento de vontade de deixar tudo e partir. Partir para uma aventura que deixasse marcas na minha vida. Onde eu pudesse fazer história, onde eu pudesse fazer a diferença e onde aceitassem a minha diferença.

Leio o livro sem pressa, como quem lê a bíblia. hoje leio um texto, amanha uma oração. depois volto atrás e releio aquela passagem que me disse algo.
Com este livro revejo-me em alguns momentos, em algumas passagens. Vejo-me nos meus 35 anos e com aspirações, com vontades, com desejos, com obstáculos difíceis de ultrapassar. Quando sinto necessidade leio uma parte de um texto e acabo por me sentir aliviada. Será a minha 'bíblia'? Será que começo a sentir algo que nunca senti? Gostava que fosse verdade. gostava de acreditar que sim, que começo a sentir necessidade de acreditar em algo não tão terreno.

Deixo algumas das passagens que me fazem pensar e reflectir.
Se me ajudam a mim, pode ser que ajudem a ti.

“ O mausoléu avisa-me para não me agarrar a ideias obsoletas sobre quem sou, o que represento, a quem pertenço, ou que função possa ter querido desempenhar outrora. Ontem posso ter sido um monumento glorioso de alguém, é verdade, mas amanhã posso muito bem ser um depósito de fogo-de-artifício, mesmo na cidade eterna, diz o silencioso monumento, devemos estar sempre preparados para vagas de transformação tumultuosas e intermináveis.”

“O Bhagavad Gita [Canção de Deus] diz que é melhor viver o nosso próprio destino de forma imperfeita do que a imitação da vida de outra pessoa na perfeição. “

“ «A nossa missão nesta vida», escreveu Santo Agostinho, «é curar o olho do coração através do qual se pode ver Deus»”

domingo, 17 de janeiro de 2010

A amizade é poesia II

A primeira reflexão a um texto meu, por Cláudia Sousa Dias:

"E qual o conjunto de palavras para exprimir amizade?
Devem rimar?
Qual o poema para exprimir amizade?.
A amizade não se pensa. Sente-se.
E é inexplicável. É baseada em afectos.
E na necessidade de partilhar pontos de vista, como tu muito bem disseste.
Por vezes sentimos necessidade de espelhar no outro, o amigo, o nosso ponto de vista, o que nem sempre acontece.
Mas quando acontece, há uma ponte que se cria, os laços apertam-se. Há empatia. E a poesia, de que tão bem falas, vai-se infiltrando, no lugar dos afectos, solidificando..."

Ana e Luís


A Ana e o Luís já se conheciam de vidas passadas.
Cruzaram-se por várias vezes, em alguns momentos. Mas pertenciam a outras vidas.
Não estavam enquadrados. Não viviam no mesmo tempo nem no mesmo contexto.
Eram duas pessoas desligadas, isoladas e pouco felizes.
Pensavam que eram felizes. Sim, eram, pensavam.
Tinham uma vida própria e também faziam parte da vida de outra pessoa. Eram duas pessoas.

Mas não eram felizes. Viviam a vida dos outros.
Viveram sempre conforme a outra pessoa, que pensavam partilhar a sua vida, queria. Iam aos sítios que a outra pessoa queria e gostava. Viam o que a outra pessoa queria ver. Comiam o que a outra pessoa gostava, não que isso lhes importasse muito. De facto estavam habituados a abdicar do que gostavam pelo outro. Estavam habituados a ceder.

Pensavam que isso era amor. Que amar era abdicar pelo outro. Que era ceder sempre. Mas, depressa percebiam que o outro nunca abdicava por eles. Então os outros não amavam? Podiam amar, mas não sabiam abdicar. Habituavam-se depressa que quem tinha de deixar de fazer, de ter, eram eles. A Ana e o Luís.
Porque teriam de abdicar sempre? Porque não podiam conciliar tudo e serem felizes?
Não sabiam. E iam vivendo assim, a pensar que amar era deixar o outro escolher.

Mas a Ana e o Luís não eram totalmente felizes. Questionavam sempre as relações. Tiveram as suas experiências, choros, desilusões. Acreditavam sempre que era desta que iam ser felizes. Mas não. Não eram, de todo.
Mas a Ana e o Luís não desistiam. A Ana chorou muito e muitas vezes, Provavelmente mais vezes do que devia. O Luís era mais firme. Escondia-se. Não chorava. Mudava.
A Ana e o Luís nunca pensavam um no outro. Aliás, nunca se lembravam que existiam, mesmo sabendo da existência de um e de outro.

Um dia, numa tarde de verão, a Ana viu o Luís. O Luís viu a Ana. Sentiram algo? Não sei, não deu tempo para sentirem. A Ana chegou apressada e ele saiu apressado. Mas ainda trocaram olhares. A Ana estremeceu quando olhou para trás e viu-o ir-se embora. Pensou...não. Não pensou. Passou o pensamento. O Luís ficou a pensar. De onde a conheço. Não me lembro. Mas conheço-a.
O dia passou. Não pensaram mais no momento comum. Foi mais um, entre outros. Outros momentos que tiveram e que passaram. Cada um tinha a sua vida.

No dia seguinte, estava um dia de sol, um dia de verão soalheiro, quente, ardente. A Ana resolveu ir até à praia, algo que fazia nesse verão, todos os fins-de-semana. Mas esse sábado estava mais quente que o normal. O Luís teve o mesmo momento.

Trabalharam toda a semana e precisavam de relaxar. A praia é algo que nos faz relaxar. Nada é melhor que o verão, a praia, a areia, as rochas, o cheiro do protector solar, o sal na pele, a água do mar a bater nas rochas.

O Luís estava com calor, e como gosta de fazer exercício e resolveu ir nadar.
A Ana adora água, mas a água do mar é sempre fria, e então desde à muito que entrar na água do mar é difícil. Mas esse dia, algo a puxou para a água. Teve uma vontade estranha de ir mergulhar. E foi. Entrou na água. Estava quente. Estranhamente quente. Mergulhou e quando saiu de dentro da água olhou para o lado e estava o Luís. Ficaram ali, parados, a olhar um para o outro. E por muito que tivessem falado, souberam naquele mesmo instante que a vida deles se uniu.
Passaram a ser uma só pessoa.
Um só.
Dois em Um.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O que ando a ler IV

Algumas frases que me fazem pensar, do livro que ando a ler:
"(...) mesmo a matéria mais dura pode ser moldada e que todo o universo é flexível à boa vontade."
"Mas às vezes o coração de algumas pessoas pode transformar-se em pedra. Por um lado, é bom que seja firme, que não se comova diante de qualquer coisa, mas não é bom que seja tão duro porque demorará mais tempo a compreender a verdade, a incendiar-se de amor"
"A tua tarefa é andar (...). Um corpo imóvel limita-se a si próprio, um corpo em movimento expande-se torna-se parte do todo, mas é preciso saber andar com ligeireza, sem cargas pesadas. Andar enche-nos de energia e transforma-nos para podermos ver o segredos das coisas. Andar transforma-nos em borboletas que se elevam e vêem realmente o mundo tal como é. A vida tal como é. O nosso corpo tal como é. É a eternidade da consciência. É a compreensão de todas as coisas. Isso é Deus em nós mas, se quiseres, podes ficar sentada e transformar-te em pedra."
In A Malinnche
Laura Esquivel

O que ando a ler III


"(...) e pouco antes de chegarem, abrigaram-se do sol do meio-dia dentro de uma gruta que fazia eco. A menina, espantada, descobriu que o eco lhe devolvia as palavras. A avó explicou-lhe que por isso era tão importante honrar a palavra. Cada som que emitimos navega pelo ar, mas acaba sempre por regressar a nós. Se quisermos que nos nossos ouvidos ecoem palavras justas, temos de as pronunciar antecipadamente."


In A Malinnche
Laura Esquivel

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

South Park


South Park é uma série de desenhos animados, jque unta a critica à sociedade norte-americana ao humor e ao cinismo de uma sociedade consumista e hipócrita. Embora seja direccionada à sociedade norte-americada, o certo é que os comportamentos retratados pode ser verificados mesmo na nossa sociedade.

O desenho nasceu em 1997 é da autoria de Matt Stone e Trey Parker.
A série se passa na pequena e gelada cidade fictícia de South Park, Colorado, e é estrelada por quatro garotos que dizem palavrões a todo momento e vivem situações de risco a todo o momento. As personagens são: Eric Cartman, Stan Marsh, Kenny McCormick e Kyle Broflovski. Sou sincera, adoro a série. O meu personagem favorito é o Kyle.

Ás vezes gostava de...


Às vezes gostava de ter um livro.

Um livro em branco onde todos os dias escreve-se uma frase, ou mesmo uma palavra.

Teria vários capítulos, uns com muitas páginas outros com apenas uma.

O livro seria volumoso. Queria que tivesse mais de 1000 páginas, onde não me faltasse espaço para colocar tudo o que eu quisesse.

O meu livro seria bonito, agradável de ler, simples e colorido.

Teria desenhos e fotografias.

O meu livro teria dedicatórias das pessoas que mais quero.

O meu livro de 1000 páginas seria lido por apenas quem eu quisesse.

Teria todos os meus desejos, gostos, pensamentos.

No meu livro seria capaz de descrever o maior dos sentimentos, das tristezas, das alegrias.

Todo o meu amor estaria retratado no meu livro.

Haveria muito espaço.

Mas no meu livro apenas estaria o que eu quisesse.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Gabriela


Nasceu a minha sobrinha.


Chama-se Gabriela.



domingo, 10 de janeiro de 2010

Filas ou bichas

O meu Blogger Assistence não me vai deixar descansar enquanto eu não colocar este assunto na mesa.
Quantas horas passamos nós em filas?
Já se deram quanta do tempo perdido?
Eu sou apologista da boa organização e da ordenação em tudo. Mas as filas já começam a cansar.
Vou tomar o dia de hoje como exemplo. Como tivemos de ir cedo ao porto, fomos ao Norteshopping e resolvemos tomar pequeno almoço na padaria do Modelo Bonjour
- fila para fazer o pedido e pagar
- fila para receber o tabuleiro com o pequeno-almoço
- fila para esperar pela mesa limpa
Depois, como o pão era bom, fomos comprar alguns ao Modelo.
- fila para pedir o pão
- fila para pagar
Depois, porque a mais nova precisava de uma prenda, fomos à Fnac. Escolhida a prenda:
- fila para pagar
Para sair do parque - Fila.
Para entrar na auto-estrada - Fila!!!
Para sair da auto-estrada - fila!!!
E isto foi só de manhã e num domingo. Agora apliquem a um dia de semana.

Adjectivo

Hoje sou um adjectivo...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O homem e a bola vs a mulher e a novela...e o amor

O futebol está para o homem como as telenovelas estão para as mulheres.

Claro que estou a generalizar, mas no fundo no fundo é uma grande verdade.

Dá uma satisfação momentânea, revolta direccionada, angustia, tristeza, alegria: ver uns golos, os penaltis, o fora de jogo, o Pepe que se lesionou, se o Ronaldo joga ou não na selecção, ver o beijo apaixonado dos amantes, a relação de amor entre duas pessoas impedidas de se relacionarem, o casamento dos heróis, a recuperação do acidente, entre muitas outras acções.


No futebol existem:
- os portistas
- os benfiquistas
- os sportinguistas
- e os outros

Nas novelas existem:
- os bons
- os maus
- os interesseiros
- e os outros.


O meu Blogger Assistence e eu, como nos interessamos por este assunto, criamos ontem à noite, durante o jantar, a UEAEMESADA - Uma Espécie de Academia para Estudos Meramente Especulativos Sobre Assuntos Diversos e Afins que ainda não tivemos tempo de registar, e fizemos uma pequena análise, com um número reduzido de pessoas, pelo que não é estatisticamente relevante, porque o universo é hipotético, mas que poderemos considerar para este post.

Assim o número de vezes que o homem (H) e a mulher (M) tem relações sexuais (RS) é proporcional ao número de vezes que o H e a M vem futebol (F) ou a novela (N).
RS/(HB x MN) x 100
Com a nossa análise verificamos que há. E o resultado, que poderemos considerar 5 é mau. Isto quer dizer que o nosso universo tem apenas 5 RS por cada 100 jogos de futebol ou 100 novelas vistas (não vamos revelar todo o levantamento estatístico e todos os cálculos feitos porque seria maçador).
Ou mesmo, indo mais longe, e voltando ao post da reunião de pais, o número de intervenções na reunião por parte dos pais e/ou encarregados de educação, e o número de problemas encontrados pelos mesmos, deve ser proporcional à qualidade do amor.
Este estudo revela que apenas 2 pais em cada 100 tem amor de qualidade.

Pensem nisto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Reuniões de pais e encarregados de educação


Ontem estive presente em mais uma reunião de pais e encarregados de educação.


Iniciou um novo período na escola e então temos de conversar sobre o período lectivo anterior e tirar as devidas conclusões.
Tópicos importantes numa reunião de pais:
- Notas
- Faltas
- Pavilhão desportivo
- As regras
- A Gripe e consequências
- A entrada na escola vedada aos pais

A reunião inicia sempre atrasada e termina sempre tarde.
Ontem foi o trânsito que impediu que os pais chegassem a horas. Eu, inclusive. De facto a hora a que é marcada a reunião não me impede de estar presente, às 18.30, para mim é perfeitamente aceitável. Mas consigo em meia dúzia de minutos encontrar várias justificações perfeitamente aceitáveis para alguns pais não estarem presentes (mas que por acaso na turma da minha filha, desde a 1ª classe, e sendo esta a 3ª escola que frequenta, porque muda a cada ciclo, a presença dos pais é assustadoramente boa). Então listo algumas boas desculpas, perdão, razões:
- Trânsito – esta só justifica o atraso
- Horário de saída do trabalho
- Não ter a quem deixar o(s) filho(s) enquanto vai à reunião, porque às 18.30 já não tem aulas;
- A impossibilidade do outro progenitor para ficar com o(s) filho(s) em casa, por estas ou outras razões;
- Actividades desportivas/artísticas/musicais do(s) filho(s) que obrigam a uma ginástica diária dos pais, ou de um dos pais;
- Reunião de trabalho marcada à última da hora;
- Doença do encarregado de educação;
- Falta de transporte próprio;
- A existência de mais reuniões marcadas para o mesmo dia e para a mesma hora (e que por vezes é conjugada com uma outra razão acima descrita);
- E outras mais.

Depois de iniciada a reunião com os pais presentes e os atrasados a chegarem a conta gotas e darem a justificação que eu dei (e que por sorte a própria professora soube por fonte segura ser verdade – acidente no nó da auto-estrada) a reunião inicia com os tópicos acima.
Não preciso de referir nada sobre as notas, as faltas, mas o pavilhão desportivo vai merecer ser referido.
Os miúdos, por causa do plano de requalificação das escolas a nível nacional, estão sem pavilhão desportivo desde o início do ano. A falta deste pavilhão é compensada com aulas práticas, que não vejo qualquer entrave, e com a ida a um pavilhão desportivo da junta de freguesia, com transporte assegurado pela escola e, de acordo com a própria escola (personificada) com as devidas regras e normas de segurança. Também não coloco qualquer entrave. Os miúdos também não. Mas ao que parece, e de facto é, a nota a educação física não foi afixada porque 50% da nota é dada pela parte prática e esta medida tomada não veio a tempo para os meninos terem 50% de aulas práticas. Então, por decisão do concelho executivo, não são lançadas notas este período lectivo e a decisão fica em acta. A mim não me faz qualquer diferença, confesso. A minha filha não está num ano crítico de médias. Mas de facto não me parece correcto não terem qualquer avaliação. Se a avaliação é composta por 50% de prática e 50% de teórica, não vejo qualquer problema que esses 50% teóricos sejam todos dados agora, no Inverno, que não tem condições para praticarem qualquer desporto, que há dias que tem de ir para o tal pavilhão da freguesia e que chove ou está frio, que o facto de ser distante da escola, e a escola ter de garantir o regresso dos alunos à mesma, alguns perdem o comboio ou camioneta, que chegam atrasados a outras actividades que tem, e que não podem ser dispensados desta aula, mesmo que a actividade seja desportiva, para depois não terem nota.

Primeira nota em relação ao item ‘Regras’: as regras de faltarem à aula de educação física para irem ter outra actividade desportiva, não podem ser quebradas – decisão e conclusão da primeira reunião de pais, sobre a inexistência de pavilhão e sobre a existência de muitos alunos com actividades extracurriculares desportivas.

Segunda nota em relação ao item ‘Regras’: “as regras são criadas para serem quebradas”. Como? Eu sou uma defensora acesa das regras. As regras são criadas para que tudo funcione na maior das normalidades, com ordem, com civismo, mesmo que incutido, educa a minha filha com regras, para obedecer e respeitar as regras, e de repente a propósito de uma decisão que é mais prática para algumas pessoas, neste caso, professores, quebra-se uma regra base – dar nota – porque não cumpriu num trimestre os 50% de aulas práticas e teóricas? Não percebi. Mas vou exigir uma explicação por escrito para guardar no meu livro de actas.

A Gripe, mais uma vez, foi algo de assunto na reunião. Este trimestre as notas não foram tão boas porque muitos meninos tiveram de faltar às aulas e como alguns professores não conhecem os alunos dos anos anteriores não tem termo de comparação. Tudo bem. Por isso é que existem registos, bases de dados, reuniões de professores, etc. Mas, a Gripe ainda vai no início. Quero ver como vai ser este período. Mas o que me preocupa são as regras criadas pela escola, ministério, estado, seja qual for. A criança ou adulto, desde que tenha um sintoma – 1! tem de ficar em casa uma semana – 7 dias, que será o tempo para o vírus incubar, desenvolver ou não e ficar boa. Se não foi a gripe, e tiver faltado por um sintoma tem de ir ao médico e levar declaração a informar que não está com a gripe A. O médico sem fazer a análise não se vai arriscar a passar a dita declaração. A análise custa x. Os seguros de saúde não pagam, ir ao hospital, só caso se justifique – um sintoma apenas não justifica, a meu ver, e a criança fica em casa feliz da vida 7 dias. Um dos pais, porque não tem empregada, avó ou tia, disponível, tem de faltar ao trabalho. Se tem a sorte de trabalhar numa empresa estável, com boas politicas sociais, não tem qualquer problema, mas se trabalha numa empresa, fábrica, loja, entre outros, sem direitos, sem politicas sociais, pode ficar em apuros. Se a mãe, que é quem normalmente fica em casa, é empregada doméstica, tem de faltar, e provavelmente a família onde trabalha fica sem o suporte que necessita para os filhos, e poderem irem trabalhar, e a mãe tem de ficar em casa, e por aí fora. Ou então a criança fica sozinha em casa. Ou então vai para o emprego da mãe. Ou então esconde o sintoma e vai na mesma para a escola. Ou falta os 7 dias e depois vê as notas a serem baixadas.

O ultimo item, e para mim, mais problemático – a entrada na escola aos pais é vedada.
Como é possível que a entrada na escola esteja vedada aos pais? Então eu como mãe não tenho o direito de entrar na escola da minha filha? Pensamos um pouco e, claro! Obviamente se todos os pais quisessem entram na escola para ver, controlar, verificar os filhos, seria um caos. Depois percebi que apenas um pai se referiu a estar vedado ao acesso. A razão? Não queria dar uma justificação à sua entrada. Queria apenas entrar para controlar, ver ou estar com a filha. Motivo: divorcio litigioso. Meu estado: descansada. Obviamente que não deverão ter acesso livre e sem razão à escola. Não me agradaria nada que andassem adultos, não sendo docentes ou funcionários da escola por lá a circular. Ainda bem.

As razões para as reuniões terminarem tarde é tudo o acima descrito!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Decoração

Bem, já há muito que não actualizo a informação sobre o meu quarto.
Então, como previsto, recebi as tão esperadas molduras para o meu quarto.
Ainda não decidi as fotos que vou colocar. Quero colocar umas mais actuais e já tenho algumas seleccionadas. A que vou de manter é uma do dia do meu nascimento, ao colo da minha mãe. Gosto dessa foto. Até porque durante anos eu não tive acesso a fotos minhas de quando era bebe. Só há pouco tempo é que as encontrei. Estavam 'desaparecidas'.

Mas ontem decidi que não gosto do móvel onde tenho a ainda a TV (tenho de colocar um plasma mesmo) e resolvi pegar numa outra mesa que já está um pouco danificada e reciclá-la.
O que um frasco de cola branco e recortes de revistas de moda podem fazer.
Ainda não terminei o trabalho, mas vai ficar um encanto. A ideia não é inovadora, mas fica sempre algo diferente, actual e giro. E melhor, novo e com poucos custos.
Material usado:
- cola branca: 2,99;
- trincha: 1,50€
- uma revista (à escolha)
- qualquer móvel velho

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Limpeza nos centros comerciais

Estou indignada.
Não é a primeira nem será a última vez, que vou almoçar a um centro comercial. Mas para ter direito a uma mesa, e poder almoçar,
tenho de:
- Retirar os tabuleiros usados;
- Usar montes de guardanapos para limpar o tampo da mesa;
- Tentar não colocar os braços em parte alguma do tampo da mesa;
- Verificar se a cadeira onde me vou sentar está minimamente limpa;
- E ver se por baixo da mesa não está algum líquido derramado, onde a probabilidade de escorregar é elevada.
Depois disto, sem tirar absolutamente nada do meu tabuleiro, posso almoçar.
Os centros comerciais são óptimos por todas as razões, e para quem, como eu, que tem uma hora para almoçar, pode aproveitar para fazer diversas actividades, desde ir ao cabeleireiro, umas compritas, ou mesmo esticar as pernas quando está um tempo como tem estado, chuva, frio, vento.
Quando surgiu o ‘pânico’ da gripe A pensei para os meus botões: finalmente vão começar a ter cuidados com a higiene. A minha filha faz-me este comentário que me deixou de boca aberta. “Mãe, isto da gripe A tem vantagens. Pela primeira vez a casa de banho [da escola] tem os recipientes do sabão líquido todos cheios e há sempre papel higiénico e papel das mãos.” Depois, na primeira reunião de pais, a Directora de turma alertava para os meios para evitar os contágios, algumas regras que os meninos tinhas de cumprir e os alertas a que os pais deveriam estar atentos, enquanto distribuía uns folhetos informativos com a típica lambidela no dedo.
O pânico está a passar, embora para mim esta gripe ainda não tem os dias contados. Mas a minha conversa é outra. È sobre a limpeza dos centros comerciais, embora os reflexos da gripe se encontrem aí, pela quantidade de dispositivos de líquido desinfectante para as mãos existentes.
Mas voltando ao meu almoço. O que temos de fazer para que existam sempre mesas limpas nas praças de alimentação dos centros comerciais? Obviamente que não me refiro a todos os centros comerciais, mas também não quero especificar nenhum.
Assim, vou colocar uma lista, que vou deixar em aberto para que possam acrescentar mais ideias:

1) Aumentar a qualidade de produtos utilizados para a limpeza das mesas, por parte das funcionárias de limpeza;
2) Utilizar panos limpos na limpeza das mesas, pelas funcionárias de limpeza;
3) Aumentar o número de funcionárias de limpeza das praças de alimentação dos centros comerciais, pelo menos nas horas das refeições;
4) Educar os consumidores e utilizadores de praças de alimentação dos centros comerciais que não se deve deitar qualquer tipo de recipiente ou material utilizado para transportar alimentos líquidos ou sólidos para o chão;
5) Evitar comer nos centros comerciais (acho que vou adoptar esta);
6) Colocar pontos de recolha de tabuleiros como usados em algumas cadeias de restaurantes de fast food;
7) Utilizar o método dos carrinhos dos hipermercados, adaptado ao tabuleiro: paga 1 € a mais pela refeição e esse 1 € será devolvido quando devolver o tabuleiro;
8) Utilizar o sistema de coloração usado nas piscinas para não urinar: se entornar ou atirar algo para o chão as mãos da pessoa ficarão com uma coloração, por exemplo, amarela.
9) Contratar ficais de limpeza para que multem na hora quem sujar as mesas, chão, cadeiras, etc.
10) ….
11) ….
12) ….
13) ….
14) ….
15) ….

Aceitam-se mais sugestões.
Quando tiver uma lista substancialmente elevada vou fazer chegar aos responsáveis dos centro comerciais, não como forma de protesto, mas como sugestão para manter as ditas praças limpas e assim ficar com vontade de desfrutar uma refeição sem estar preocupada se as mangas da camisa vão ficar sujas, lembrando também que em tempos de crise económica os consumidores e utentes de centros comerciais, podem deixar de comprar vestuário, calçado, artigos de decorações, entre outros, mas não deixam de comer, e provavelmente procuraram mais vezes estes espaços para levar a família a almoçar ou jantar pois poderá ser mais fácil para conseguirem refeições mais económicas que nos restaurantes ditos tradicionais

Resoluções de Ano Novo III

Obrigada a todos os que estiveram a festejar a entrada do Ano Novo na nossa companhia.


Gostei da festa, do convívio e principalmente de (quase) ninguém gostar de uvas passas.

(Quase) todos nós apenas nos preocupamos em brindar a nós próprios, sem qualquer preocupação com desejos ou com as uvas passas.

Finalmente consegui que o centro das atenções fosse a hora e não as uvas.

Tantos anos passados, em que os últimos minutos do ano eram passados a contar uvas, tirar grainhas e a fazer montinhos de uvas secas e velhas.

Este ano passamos os últimos minutos preocupados em ver quem tinha o relógio certo.


Foi diferente!

domingo, 3 de janeiro de 2010

A amizade é poesia



As palavras são juntas para se criar algo.
Com um conjunto de palavras criamos um texto lindo.
Com outro conjunto de palavras criamos um relatório de trabalho.
Com outras um poema. Um livro até.
Se repetimos palavras podemos estar esquecidos.
Se gritamos palavras estamos zangados.
Se as escrevemos queremos recorda-las.
Se as mostramos é porque as partilhamos.

E a amizade? É poesia.

O que ando a ler II


O Milho e o Ouro



(…) Se na verdade fossem deuses [personagem Cortés, e os espanhóis], preocupar-se-iam com a terra, com a sementeira, preocupar-se-iam em garantir o alimento dos homens e isso não acontecia. Em nenhuma ocasião os via interessados nos milheirais, apenas em comer. Se Quetzalcóatl [Deus Maia] tinha roubado a semente do milho do Monte do Nosso Sustento para dar aos homens, não lhes interessava saber como tratavam os homens a sua grande oferenda? Não tinha curiosidade em saber se [personagem Cortés], ao comê-lo, recordavam a origem divina? Se o protegiam e veneravam como uma coisa sagrada? Não o preocupavam que os homens deixassem de semear o milho? Então? Não saberiam os homens, acaso, que se deixassem um dia de semear o milho, o milho morreria? Que a maçaroca precisa da intervenção dos homens para ser limpa das folhas que a cobrem e, desta forma, a semente fica livre para se reproduzir? Que não há a possibilidade de o milho viver sem os homens nem os homens sem o milho? O milho precisar dos homens para se reproduzir era a prova de que era uma oferenda dos deuses aos seres humanos, pois caso estes não estivessem presentes no mundo, os deuses não teriam a quem a oferecer o milho, e os homens, por outro lado, sem o milho não poderiam manter a sua vida na terra. Não saberiam que nós somos a terra, que da terra nascemos, que a terra nos come e que, quando a terra estiver cansada, quando o milho deixar de nascer, quando a mãe terra deixar de abrir o seu coração, será também o nosso fim? Nesse caso, de que serviria ter ouro acumulado se milho? Como era possível que a primeira palavra que Cortés se interessou em aprender em náuatle fosse precisamente «ouro» em vez de «milho»?

O que ando a ler I


“O número treze era bastante significativo. São treze as luas de um ano solar. Treze menstruações. Treze as casas do calendário sagrado dos Maias e Mexicas. Cada uma das casas é composta por vinte e um dias e a soma das treze casas dava um resultado de duzentos e sessenta dias. Quando alguém nascia, tanto o calendário solar de trezentos e sessenta e cinco dias, como o sagrado, de duzentos e sessenta dias, tinha início, e só se tornavam a encontrar aos cinquenta e dois anos. Um ciclo completo a partir do qual se iniciava novamente uma nova conta.
Se somarmos o cinco e o dois do número cinquenta e dois, obtém-se o sete, e sete é também um número mágico porque sete são os dias que integram cada uma das fases da lua.”

In A Malinnche
Laura Esquivel