segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amor



Este post sai um pouco do âmbito deste blog, mas gostaria de deixar aqui umas palavras em homenagem ao AMOR.

Desde sempre pensei que o amor era aquele sentimento de paixão, que nos fazia feliz e com vontade de estar. Um sentimento forte por outra pessoa que nos levava a pairar no céu e a ver tudo como se fosse um dia de sol. Pensei sériamente que era o factor que nos levava a viver juntos, a casar, a ter filhos. Algo que sentiamos por outra pessoa mas que tinhamos a necessidade de marcar esse amor com algo, com datas, com prendas, com lembranças.
Hoje descobri que esse sentimento não é amor. Era a paixão.
Que amor é algo que vai mais além do que é terreno, do que é materializável.
Descobri um amor perfeito. Um amor que faz sorrir sempre. Que faz sorrir um e outro. Um amor que faz suspirar de saudade mesmo quando a pessoa está presente. Que faz querer que o dia acabe depressa ou devagar, dependendo do dia que se trata.
Passear num dia de chuva, sem guarda-chuva, de mão dada. Ver os pinheiros. Correr na lama. Fugir de um aguaceiro. Fazer uma viagem de 200 km só porque um se lembra de querer comer uma posta à mirandesa, ou fazer 40 km porque o outro se enganou no percurso da viagem que deveria ter 20km, sem refilar, e rir.
Ligar todos os dias para dar os bons dias e as boas noites. Dar um beijo só porque sim. Dizer amo-te vezes sem conta e descobrir que essa palavra não se gasta. Dizer que se gosta, porque sim. Gostar dos defeitos (quais?).
Descobrir que amar é tudo. Mesmo tudo. Não apontar os erros mas a ver oportunidades. Ver no outro mesmo aquilo que não nos diz. Saber o que quer sem ter de o dizer. Descobri que o amor é sentir que o coração vai explodir. É ouvir o telefone tocar antes de ele tocar. É enviar mensagens a dizer 'beijo' em simultaneo. É respeitar, é confiar mesmo quando se está longe.
É tocar e estremecer. É brincar a aprender defesa pessoal. É dar cambalhotas na praia, fazer o pino. Rir, rir tanto até doer a barriga. Rir até chorar de tanto rir.
Amar, gostar dos filhos, de um, do outro, de ambos. É gostar e respeitar, protejer e acarinhar.

O amor é...tudo que queiramos que seja.

É bom amar. O amor puro, incondicional não acaba.
A paixão, essa sozinha, engana.
Amo-te

Um comentário:

Marta disse...

mas que inspiração, amiga!!!! :)