quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma nova experiência

Hoje, quando acordei, abri a persiana e espreitei o céu.
Este acto tão normal, e que o faço diariamente de forma quase inconsciente, passou a ser algo tão importante como ter uns sapatos com carteira a condizer (para muitas outras mulheres, porque a mim não me diz muito).
Desde este sábado passado que sou proprietária de um novo veiculo, mas de 2 rodas. Sim, comprei uma mota.

Para quem me conhece bem sabe desta minha vontade de há já alguns anos. Já tive uma scooter nos meus tempos de juventude e apenas deixei de conduzi-la quando engravidei. Não andei mais. Só há uns anos atrás é que recomecei a andar de mota, mas sempre como pendura. Nunca tive a carta para conduzir mota, apenas tinha uma licença da Câmara Municipal que me autorizava a conduzir velocípedes motorizados até 50 CC. E para tirar a licença, fui na minha scooter até à Câmara Municipal, com a lição bem estudada e até treinei no quintal percursos em 8 para estar pronta para o exame prático. Fui chamada e o Sr. Engenheiro fez-me 12 perguntas de código. Acertei em todas. “Muito bem, daqui por 8 dias venha cá buscar a licença”. E o exame prático para o qual me preparei tanto e até sei fazer 8’s e tudo? “Como é que vieste até aqui? De motorizada? Então é porque já sabes conduzir. Vai-te lá embora”. Confesso que fique desanimada. Queria exibir os meus 8's!

Passados estes anos, tendo a minha filha já 14 anos, e porque a tão esperada decisão do governo para que os condutores de automóveis pudessem passar a conduzir motos até 125CC sem ter de fazer outro exame (e por conseguinte gastar mais uns €) foi aceite. Assim, com a minha carta de automóvel posso conduzir uma moto até 125CC.

Comprei uma maxi-scooter, que gosto mais e é mais confortável para mim e para a minha filha. Para além do mais não vou precisar de deixar de andar com as minhas saias quase minúsculas (mas no verão).

Por isso a minha experiência de hoje foi fenomenal.
Saí de casa às 8h08m e às 8h16m estava no meu local de trabalho, com lugar no parque de estacionamento. Não stressei com o transito, com o procurar lugar para estacionar, com a moedinha ao arrumador, nada disso. Foi sair de casa, andar e chegar. Tão simples. A única coisa que senti falta mesmo foi ouvir rádio. Mas também 8 minutos não eram suficientes para decidir qual a estação que iria ouvir. Assunto arrumado.

E Passei de 1h.10m de transito para 8 minutos de aceleração.
Vou poupar dinheiro, porque 8 minutos de gasolina é bem menos que 1h10m.
Para além disso, só numa manhã poupo 1hora e 2 minutos. O que quer dizer que, ou passo a dormir mais uma hora ou saio do trabalho uma fora mais cedo. Se saio mais cedo, posso ir buscar a minha filha mais vezes à escola, ou posso ir mais vezes ao ginásio (que quando vou só fico uma hora). Se juntar os outros tantos minutos que vou ganhar ao fim do dia, creio, sem exagero que vou ganhar quase 2 horas diariamente. O que ao fim de uma semana são 10 horas. E ao fim de um mês, em dias úteis, cerca de 44 horas. E ao fim de um ano são cerca de 528h. Claro que isto não interessa nada. Apenas interessa, que diariamente vou ter mais tempo para mim. Vou deixar de dedicar tempo ao trânsito e aos outros automobilistas. Mas também deixo de ouvir rádio…durante 8 minutos!!!

2 comentários:

Claudia Sousa Dias disse...

quase me convenceste a comprar uma scooter!


csd

Claudia Appelt disse...

Acho que fazias bem. Um destes dias experimento ir até aí e experimentas.