quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

à minha filha

Agora que sei o que sei que se passa com o meu corpo, e comigo, é mais fácil gerir a situação e olhar para a frente.
Confesso que andei uns dias bastante angustiada, sem saber o que tenho, depois saber o que tenho e perceber o porque e agora tenho de aceitar e viver com isso.
Ter a minha idade e estar a passar por um processo como este não é fácil. Sinto-me mais velha do que o meu corpo de facto é, e o meu corpo está a comportar-se como se eu fosse de facto mais velha. Não percebo. Não há razão. Não consigo entender o porquê.
O que mais me entristesse é o não poder ter filhos. Já tenho uma filha linda, mas sempre quis ter mais. Sempre esperei pela altura certa. Esperei de mais, ou não estava no meu destino ter mais filhos, e eu estive estes anos todos a contrariar o meu destino.
Lembro-me de, quando engravidei, porque era bastante nova, ainda estava a estudar, e economicamente, dependia da minha mãe.
Decido ter a minha filha, porque tive todas as condições para a ter, mas passou-me pela cabeça que se não a tivesse algo podia correr mal no futuro e nunca mais a poder ter. A minha filha é a pessoa mais importante para mim. Sem ela a minha vida teria sido diferente, e eu gosto da minha vida.
Obrigada, filha, por existires.